A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema: CAMINHOS PARA INCENTIVAR A ADOÇÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM DEFICIÊNCIA.
Se escrever na modalidade ENEM, lembre-se de apresentar proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista.
Desde 2020, em meio à pandemia do
coronavírus, o número de pessoas que foram vítimas de golpes financeiros na
internet aumentou de forma alarmante no Brasil. O assunto é extremamente
recente e relevante para o debate sobre segurança e privacidade digital e, por
isso, merece a nossa atenção.
Leia os textos motivadoresa seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua
formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Golpes financeiros na internet”.
TEXTO 1
No primeiro
semestre, Brasil registrou uma tentativa de golpe financeiro a cada seis
segundos
Você já recebeu uma mensagem dizendo
que seu cartão de crédito foi clonado? Ou ligações de supostos bancos para a confirmação
de seus dados? A maioria dessas investidas, na verdade, é golpe. É o que
registrou o último levantamento da empresa de segurança PSafe, por meio de seu
setor de inteligência de dados Dfndr Enterprise. No primeiro semestre deste
ano, o Brasil contabilizou uma tentativa de golpe financeiro a cada seis
segundos, totalizando 2,3 milhões ataques. Só no Paraná, o relatório
identificou mais de 88,3 mil atuações criminosas.
Os dados alarmantes corroboram também
com o levantamento da Febraban – Federação Brasileira de Bancos – que mostra
que os golpes da falsa central telefônica e falso funcionário de banco tiveram
crescimento de 340% apenas no primeiro bimestre deste ano. Se contabilizadas
todas as tentativas de fraudes, é possível que o volume seja de uma tentativa a
cada três segundos, na visão de Emilio Simoni, diretor do Dfndr Lab e líder do
levantamento.
A fraude mais comum registrada pelo
estudo da PSafe é a de golpes de SMS enviados em massa. Os golpistas enviam
notificações via mensagem alertando que as credenciais bancárias foram
clonadas, o cartão foi bloqueado ou foram realizadas compras indevidas. Ao
receber a notificação, o usuário é direcionado para um site fraudulento do
banco montado apenas para captar dados de login e senha de sistemas como
internet banking. O criminoso de posse destes dados pode fazer movimentações
bancárias se passando pela vítima.
Infelizmente, as investidas não param
por aí. Outra estratégia comum é a clonagem de WhatsApp. No primeiro semestre
de 2021, foram mais de 1,1 milhão de clonagens no Brasil. No Paraná, o valor é
de 51,6 mil detecções, apenas neste ano.
Outro dado preocupante é o número de
credenciais vazadas no mundo. Neste modelo, o hacker invade sistemas de
empresas e capta credenciais para acessar e-mails ou portais pessoais das
vítimas. Esta modalidade cresceu 726% de 2019 a 2020. Só nos primeiros meses de
2021, foram 4,6 bilhões de credenciais vazadas no mundo. A tendência é que o
número atinja 10 bilhões de vazamentos até o fim do ano.
Para Marco DeMello, CEO da PSafe, o
uso da inteligência artificial por criminosos cibernéticos torna a internet
mais perigosa a cada ano. “Os cibercriminosos conseguiram evoluir 10 anos em
apenas seis meses, com o uso da inteligência artificial. No passado, para que
uma invasão a um site ocorresse, era necessário que um hacker altamente
especializado estudasse as infraestruturas digitais, procurando brechas de
segurança. Hoje, costumamos dizer que os hackers já não invadem mais os
sistemas, eles apenas fazem login. De posse das credenciais de acesso,
normalmente informações de login e senha vazados, um cibercriminoso basicamente
encontra portas escancaradas para suas ações”, alerta.
Se a pandemia acelerou a velocidade
da digitalização no Brasil e no mundo, o número de oportunidades para
iniciativas criminosas cresceu na mesma proporção. Segundo Emílio, da PSafe, ao
transferir o espaço do trabalho para casa, as redes de empresas e pessoais
ficaram mais expostas, como o caso dos mega vazamentos registrados no início do
ano, onde informações como nome e CPF de 200 milhões de brasileiros foram
expostos na internet.
“Quando o criminoso tem estes dados
pode potencializar sua engenharia social. Eles ligam e tem seu nome completo,
endereço, filiação e pedem senhas para cancelar compras, que, na verdade, não
foram realizadas. Estes fatores combinados fazem com que o número de ataques
esteja em crescimento”. Emílio completa também que orçamentos limitados para
segurança cibernética, no caso de empresas, são uma das brechas encontradas por
cibercriminosos.
“Depois de ter problemas para receber
um celular que comprou em maio de 2020, a professora Silvana Martins, de 45
anos, entrou em contato por meio de uma rede social com o e-commerce onde havia
realizado a compra para reclamar da demora na entrega do produto. Após alguns
minutos, recebeu uma mensagem de um perfil com o nome da loja solicitando seu
número de telefone e nome completo. Sem desconfiar, Martins informou os dados
e, em instantes, chegou a seu celular um código, que havia sido solicitado pelo
suposto atendente da loja com quem estava em contato. A professora informou a
sequência de números e, então, notou que já não conseguia mais acessar seu
WhatsApp.
Os momentos seguintes foram
desesperadores para Martins, que percebeu que havia pessoas se passando por ela
no aplicativo de mensagens e pedindo dinheiro para seus contatos. 'Minha
cunhada me ligou, porque havia achado estranha a mensagem que eu tinha mandado
para ela no WhatsApp. Na mesma hora, percebi que havia sido vítima de um golpe
e comecei a avisar às pessoas que não era eu quem estava mandando as mensagens,
mas duas amigas minhas chegaram a enviar o dinheiro. Mais de R$ 900 cada uma',
contou a professora, que ficou acordada durante a madrugada daquele dia
tentando recuperar o controle do aplicativo. ‘Fiquei muito mal, chorei por dias
por minhas amigas terem dado o dinheiro. Devolvi o valor para uma delas, mas a
outra não quis aceitar’, disse.”
Dados globais mais recentes colocam o
país como o mais violento contra professores, porém estudiosos do tema
apontam que faltam levantamentos internos que promovam o diagnóstico do
problema.
Uma pesquisa feita em 2015 pelo
Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp) apontou que 44% dos docentes
que atuavam no estado disseram já ter sofrido algum tipo de agressão.
Entre as agressões que 84% dos professores afirmam já ter presenciado, 74%
falam em agressão verbal, 60% em bullying, 53% em vandalismo e 52% em agressão
física.
Para a socióloga Miriam Abramovay,
especialista em violências nas escolas e juventudes, é significativa a falta de
dados sobre o tema. "Praticamente nunca foi feita nenhuma pesquisa
específica só com os professores. Isso mostra que o tema não é prioritário,
como se a violência não tivesse impacto no ensino, no aprendizado e no
cotidiano da escola", afirma.
Uma pesquisa global da Organização
para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) com mais de 100 mil
professores e diretores de escola do segundo ciclo do ensino fundamental e do
ensino médio (alunos de 11 a 16 anos) põe o Brasil no topo de um ranking de
violência em escolas. O levantamento é o mais importante do tipo e considera
dados de 2013.
Trata-se do índice mais alto entre os
34 países pesquisados - a média entre eles é de 3,4%. Depois do Brasil, vem a
Estônia, com 11%, e a Austrália com 9,7%.
Na Coreia do Sul, na Malásia e na
Romênia, o índice é zero.
Impunidade
A pesquisadora Rosemeyre de Oliveira,
da PUC-SP, atribui a violência nas escolas à impunidade dos estudantes. “O
aluno que agride o professor sabe que vai ser aprovado. Pode ser transferido de
colégio - às vezes é apenas suspenso por oito dias”, diz. “Os regimentos
escolares não costumam sequer prever esse tipo de crime. Aí, quando ele ocorre,
nada acontece.”
Para as vítimas, no entanto, as consequências
costumam ser severas. Rosemeyre investiga o trabalho dos professores
readaptados – aqueles que foram afastados da sala de aula e reinseridos em
outra atividade escolar, como na secretaria ou na biblioteca. “A maior parte
precisa deixar de atuar nas classes porque tem estresse pós-traumático. Há
docentes que foram baleados por alunos, agredidos ou ameaçados”, explica.
“Quando assumem outras funções, as vítimas são vistas com preconceito até pelos
próprios colegas.”
Rosemeyre, inclusive, é professora
readaptada em um colégio estadual da periferia de São Paulo. Ela deixou de
atuar em sala de aula quando foi ameaçada, em 2009, por um aluno de ensino
médio que estava armado. “Tentei voltar para o trabalho várias vezes, mas não
conseguia. É progressivo. Sofria antes de ir à escola. Era afastada pela
psiquiatra, a licença terminava e eu não me sentia capaz de retomar o trabalho.
Até que desisti. Fui readaptada em 2012. Hoje, trabalho na secretaria”, conta.
“A vítima se sente cada vez mais excluída. Eu ainda direcionei isso para a
pesquisa acadêmica, para mostrar pelo que a gente passa.”
Violências na
escola
Para a socióloga Miriam Abramovay,
especialista em violências nas escolas e juventudes, o que ocorre nas escolas
deve ser sempre avaliado no plural: violências. Miram foi uma das coordenadoras
de um estudo da Unesco em 2002 que avaliou diferentes manifestações do
problema.
Ela lembra que as pesquisas mostram
que o aluno muitas vezes também é vítima. "A escola exerce uma violência
institucional muito forte sobre seus alunos e professores", lembra. Com
pesquisas atualmente em andamento no Rio Grande do Sul e no Ceará, ela lembra
que muitas vezes o alunos se torna rebelde e agressivo por não se sentir donos
do espaços. "Não conseguem participar", afirma.
Sem fazer juízos sobre o caso
específico em Santa Catarina, ela lembra que os levantamentos apontam que um
dos principais gatilhos para a violência contra as professoras e os professores
está justamente no momento em que um aluno é retirado de sala de aula. "Em
geral, você cria situações limites que não precisavam ser criadas. Tem que
redescutir, para ver como se pode viver melhor", diz a pesquisadora,
novamente fazendo a ressalva de que não está analisando o caso específico de
Santa Catarina.
"Geração
cristal" + "Síndrome do imperador"
A colunista do G1 e
especialista em educação, Andrea Ramal, lembra uma declaração da professora
agredida em Santa Catarina para refletir sobre o papel dos pais e da sociedade
na proteção do professor. Em seu depoimento, a professora escreveu: “Esta é a
geração de cristal: de quem não se pode cobrar nada, que não tem noção de
nada”.
"A análise (da professora) é
coerente com alertas de psicólogos contemporâneos que defendem que os pais
estão outorgando poder demais para os filhos. Não estabelecer limites, quase
nunca dizer “não” e fazer todas as vontades de crianças e adolescentes são
ingredientes-bomba. Derivam na “síndrome do imperador”, um comportamento
disfuncional em que os filhos estabelecem suas exigências e caprichos sobre a
autoridade dos pais, controlando-os psicologicamente e podendo chegar, não
raro, a agressões físicas", afirma Ramal.
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema: desafios para combater a violência contra professores no Brasil.
Se escrever na modalidade ENEM, lembre-se de apresentar proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista.
Uma forte democracia
incentiva uma imprensa livre — uma que mantém o público informado, permite uma
diversidade de vozes e responsabiliza os líderes. Há tanta notícia ao
nosso redor — na internet, na tevê, no rádio e em jornais — que é fácil
esquecer do importante papel que os jornalistas desempenham. Nos EUA, a
imprensa é às vezes chamada de quarto poder do governo. Embora os poderes
Executivo, Legislativo e Judiciário sejam legalmente apenas três, a frase
enfatiza o papel que a mídia de notícias exerce em monitorar as operações do
governo e responsabilizar os líderes. Uma importante função da imprensa
é informar: para ajudar os cidadãos a compreender os muitas vezes complicados
processos do governo, e conscientizar as pessoas de como as decisões tomadas
nos níveis mais altos as afetarão.
A imprensa também permite
que as pessoas expressem e ouçam opiniões diferentes das pessoas que estão no
poder. Relatar as opiniões de líderes de oposição e publicar editoriais
críticos das atividades governamentais possibilitam uma diversidade de vozes.
Líderes comprometidos com a democracia provavelmente não gostam que suas
políticas sejam desafiadas publicamente, mas defenderão o direito da imprensa
de fazê-lo. A imprensa tem um importante papel de supervisão, às vezes
expondo a corrupção. É precisamente porque a imprensa está fora do governo que
ela pode informar o público quando seus líderes não estão cumprindo as promessas
que fizeram para serem eleitos. Quando os jornalistas são ameaçados,
atacados, censurados ou presos, é um ataque direto à liberdade de expressão de
uma sociedade.
Uma democracia forte
incentiva uma imprensa livre. Um governo que se coloca em oposição à sua
imprensa cria um clima no qual os jornalistas podem se censurar por medo, em
vez de um em que, como o ex-juiz da Suprema Corte William Brennan disse, o
debate sobre questões públicas é “desinibido, robusto e amplo”. A
imprensa tem um importante papel de supervisão, às vezes expondo a corrupção. É
precisamente porque a imprensa está fora do governo que ela pode informar o
público quando seus líderes não estão cumprindo as promessas que fizeram para
serem eleitos. Quando o secretário de Estado, John Kerry, discursou no
início deste ano na abertura oficial do novo
prédio do Washington Post, ele
percebeu que o jornal exibia a frase “nem mesmo o presidente dos Estados Unidos
está acima da lei”. A publicação ajudou a expor o escândalo de Watergate
durante o governo do presidente Richard Nixon nos anos 1970. Quando os
jornalistas são ameaçados, atacados, censurados ou presos, é um ataque direto à
liberdade de expressão de uma sociedade. A cada ano HumanRights.gov destaca
jornalistas perseguidos com a campanha “Liberte a Imprensa”*.Uma democracia forte incentiva uma imprensa
livre. Um governo que se coloca em oposição à sua imprensa cria um clima no
qual os jornalistas podem se censurar por medo, em vez de um em que, como o
juiz da Suprema Corte William Brennan disse, o debate sobre questões públicas é
“desinibido, robusto e amplo”. Fonte: www.share.america.gov – abril/2020
Fonte: www.mundoeducação.uol.com.br - 2010
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema: Qual é o papel da imprensa em uma sociedade democrática?
Se escrever na modalidade ENEM, lembre-se de apresentar proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista.
Pesquisa
publicada pela revista científica European Child & Adolescent
Psychiatry mostra uma associação entre pobreza infantil e
maior propensão para desenvolver transtornos externalizantes, como déficit de atenção
e hiperatividade, na juventude, especialmente entre mulheres.
Os pesquisadores
concluíram que a pobreza multidimensional e a exposição a situações
estressantes, entre elas mortes e conflitos familiares, são fatores de risco
evitáveis que precisam ser enfrentados na infância para reduzir o impacto de
transtornos mentais na fase adulta. Foram levados em consideração o nível
educacional dos pais, as condições de moradia e infraestrutura das famílias,
acesso a serviços básicos, entre outros.
Os autores do
artigo destacaram que, nas análises estratificadas por gênero, a pobreza
infantil teve consequências prejudiciais especialmente para as mulheres. A hipótese
é que as meninas pobres têm menos chance de diagnóstico precoce de problemas,
seja na família ou na escola. Além disso, elas assumem mais tarefas desde cedo
em casa, como cuidar de irmãos mais novos e de pessoas doentes. Essa sobrecarga
expõe a mais eventos estressantes, que aumentam as chances de apresentar problemas
mentais quando adultas”.
Os transtornos
externalizantes também foram particularmente prejudiciais para as mulheres nos
resultados educacionais, principalmente em relação ao atraso escolar, como
mostrou um outro trabalho do grupo, recém-publicado na revista Epidemiology and
Psychiatric Sciences. Essa pesquisa, realizada com a mesma base do BHRC,
concluiu que pelo menos dez a cada cem meninas que estavam fora da série
escolar adequada para sua idade poderiam ter acompanhado a turma se transtornos
mentais, principalmente os externalizantes, fossem prevenidos ou tratados. No
caso da repetência, cinco em cada cem alunas não teriam reprovado (leia mais em
https://agencia.fapesp.br/37419/).
"Crianças e
jovens com problemas externalizantes podem ter mais chance de impacto negativo
no aprendizado, no desenvolvimento social, no mercado de trabalho, aumentando
assim a possibilidade de se manterem na pobreza quando adultos”, completa
Ziebold. No Brasil, a chance de um filho repetir a baixa escolaridade dos pais
é o dobro da probabilidade de que isso ocorra nos Estados Unidos, por exemplo,
e bem acima da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento
Econômico (OCDE), grupo de 38 países ricos e emergentes.
Quase seis a cada
dez brasileiros (58,3%) cujos pais não tinham o ensino médio completo também
pararam de estudar antes de concluir essa etapa. Entre os americanos, o
percentual cai para 29,2% e na OCDE fica em 33,4%, de acordo com estudo
(https://imdsbrasil.org/indicadores) do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social
(IMDS), que analisou as transformações educacionais entre gerações.
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema: A pobreza infantil e seus impactos na adolescência e na fase adulta.
Se escrever na modalidade ENEM, lembre-se de apresentar proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista.
A Educação a distância é uma modalidade educacional na qual se faz necessária a utilização de meios tecnológicos, em que professores e alunos estão separados fisicamente, podendo ser implantada na educação básica, que engloba: educação de jovens e adultos, educação profissional técnica de nível médio e também na educação superior.
A expansão da EAD é inegável. Novos cursos vêm surgindo e novos polos se criando. Contudo, a expansão dessa modalidade não é tão simples quanto parece. Desse modo, é fundamental analisar alguns desafios enfrentados pela Educação a Distância no Brasil.
Acesso à internet e tecnologia
Primeiramente é importante lembrar que o acesso à internet e o crescimento da tecnologia, foram um dos fatores que contribuíram para a expansão do ensino à distância. Contudo, ainda existem diversas pessoas sem acesso à internet, bem como pessoas que não estão habituadas ao uso de computadores, tablets e smartphones. Sendo este o primeiro da nossa lista de desafios enfrentados pela EAD.
Preconceito e desconfiança com a modalidade
Apesar de sua expansão, ainda têm pessoas que supõem que a qualidade do ensino presencial é superior ao ensino à distância.
Inclusive, Conselhos Profissionais como os da área da saúde (Medicina, Veterinária, Farmácia e de outras entidades) e a Ordem dos Advogados do Brasil estão em luta judicial contra o MEC para que seja cancelado o credenciamento de instituições e a autorização de cursos na modalidade de ensino a distância. Além disso, os conselhos da área da saúde estão negando registro de profissionais com diploma de ensino EAD.
Importante lembrar que o diploma de Educação a Distância tem o mesmo peso que um diploma de ensino presencial, sendo exigido inclusive que o aluno cumpra a mesma carga horária de 200 horas dos cursos presenciais.
Falta de investimentos
Esse desafio também é identificado no ensino presencial. Contudo, a escassez de investimento na modalidade a distância faz com que a mesma se atrase no mercado comparado com outras modalidades de ensino.
Desse modo é possível concluir que apesar de todos os desafios da Educação a distância no país, essa modalidade está cada vez mais em expansão, bem como o mercado está se adequando a modernidade e as necessidades da população.
Conforme o último Censo de Educação Superior, atualmente, o Brasil tem quase 2 milhões de alunos matriculados no ensino à distância, totalizando 21% do total do ensino superior do país. Fonte: https://www.infoescola.com/educacao/a-educacao-a-distancia-e-seus-desafios-no-brasil/
Texto 2
Um levantamento feito pela Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed) mostra que tanto a procura quanto a oferta por cursos EAD tiveram aumento substancial entre 2020 e 2021, e que, apesar da situação criada pela pandemia, o mercado tende a se consolidar mesmo após o término das restrições sanitárias. As características do EAD, entretanto, também trazem dificuldades. Entre elas, o aumento da inadimplência e da evasão escolar. Os dados coletados pela Abed mostram que para 21,6% dos cursos EAD oferecidos a inadimplência cresceu em até 50%. A evasão escolar também é maior via EAD - para 27,5% dos cursos analisados a evasão aumentou em até 50%. Fonte: Agência Brasil
Texto 3
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E SEUS DESAFIOS NO BRASIL.
Se escrever na modalidade ENEM, lembre-se de apresentar proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista.
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo, em modalidade escrita formal da língua portuguesa, sobre o tema: OS IMPACTOS DA GENTRIFICAÇÃO E DA SEGREGAÇÃO URBANA PARA A SOCIEDADE BRASILEIRA.
Lembre-se de apresentar propostas de intervenção que respeitem os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos para a defesa de seu ponto de vista.
Entende-se por gentrificação o
processo de transformação ou substituição das paisagens urbanas em que uma
localidade geralmente popular, dotada de uma paisagem típica de setores
periféricos da cidade, é rápida ou gradativamente substituída por um uma
expressão geográfica referente ao espaço nobre.
A expressão “gentrificação” é fruto de um
neologismo proveniente da língua inglesa. O termo gentry, em tradução literal,
pode ser entendido como “de origem nobre” ou “bem nascido”, fazendo uma alusão
a uma espécie de “aburguesamento” do espaço geográfico. Atribui-se a criação do
termo à socióloga germano-britânica Ruth Glass na década de 1960.
Um dos principais fatores associados ao
processo de gentrificação das cidades é a especulação imobiliária, bem como as
desigualdades de renda existentes no contexto da sociedade. Isso porque o solo,
visto pelo mercado como uma mercadoria, valoriza-se rapidamente, o que faz com
que suas relações sejam continuamente ressignificadas.
À medida que esses espaços valorizam-se,
atraem maiores investimentos privados e até públicos, o que gera uma gradativa
mudança no perfil populacional local. Com o tempo, a população mais pobre – em
razão do processo de segregação urbana
– passa a deslocar-se para áreas ainda segregadas espacialmente, o que acarreta
a consequente mudança de paisagem.
O exemplo mais notório no caso brasileiro foram as áreas que,
por intervenção do poder público, transformaram-se rapidamente em razão das
mudanças proporcionadas pela preparação para a Copa do Mundo de 2014. No Rio de
Janeiro, o mesmo processo ocorreu, lembrando que nessa cidade ainda acontecerão
os Jogos Olímpicos de 2016, outro megaevento que transforma sobremaneira as
dinâmicas da Geografia da cidade.
Existem muitas críticas ao processo de
Gentrificação. Movimentos sociais acusam o poder público de promover uma
espécie de “higienização” urbana, movendo a população de baixa renda para
pontos onde não pudesse ser notada pelo olhar do turista, dando uma falsa
impressão de segurança e qualidade de vida. Em outros casos, as críticas são
direcionadas ao próprio mercado e até ao sistema capitalista, que seria um
agente contínuo de transformação no perfil das paisagens urbanizadas.
A segregação urbana –
também chamada de segregação socioespacial – refere-se à periferização ou
marginalização de determinadas pessoas ou grupos sociais por fatores
econômicos, culturais, históricos e até raciais no espaço das cidades. No
Brasil, alguns exemplos de segregação urbana mais comuns são a formação de conglomerados
subnormais (favelas), habitações em áreas irregulares, cortiços e áreas de
invasão.
Pode-se dizer
que a segregação urbana é a representação ou reprodução espacial e geográfica
da segregação social, estando quase sempre relacionada com o processo de
divisão e luta de classes, em que a população mais pobre tende a residir em
áreas mais afastadas e menos acessíveis aos grandes centros econômicos. Esses
espaços segregados, além do mais, costumam apresentar uma baixa disponibilidade
de infraestruturas, como pavimentação, saneamento básico, espaços de lazer,
entre outros.
José - Carlos Drummond de Andrade. José se refere a pessoas em situação de vulnerabilidade.
José
E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José? e agora, você? você que é sem nome, que zomba dos outros, você que faz versos, que ama, protesta? e agora, José?
Está sem mulher, está sem discurso, está sem carinho, já não pode beber, já não pode fumar, cuspir já não pode, a noite esfriou, o dia não veio, o bonde não veio, o riso não veio, não veio a utopia e tudo acabou e tudo fugiu e tudo mofou, e agora, José?
E agora, José? Sua doce palavra, seu instante de febre, sua gula e jejum, sua biblioteca, sua lavra de ouro, seu terno de vidro, sua incoerência, seu ódio — e agora?
Com a chave na mão quer abrir a porta, não existe porta; quer morrer no mar, mas o mar secou; quer ir para Minas, Minas não há mais. José, e agora?
Se você gritasse, se você gemesse, se você tocasse a valsa vienense, se você dormisse, se você cansasse, se você morresse... Mas você não morre, você é duro, José!
Sozinho no escuro qual bicho-do-mato, sem teogonia, sem parede nua para se encostar, sem cavalo preto que fuja a galope, você marcha, José! José, para onde?