sábado, 3 de setembro de 2022

Tema 299: matrizes enérgicas do Brasil: desafios para utilizá-las com responsabilidade.

Prezado(a) aluno(a), para escrever a tua redação, tu deverás ler os textos motivadores para iniciar a reflexão acerca do tema: matrizes enérgicas do Brasil: desafios  para  utilizá-las com responsabilidade. 

Texto 1

A matriz energética de um país é o conjunto de fontes disponíveis no país usadas para captar, distribuir e utilizar energia para os setores comercial, industrial e residencial. A matriz energética mundial é formada em sua maioria por recursos não renováveis, como o petróleo e o carvão mineral. 

No Brasil, as fontes de energia mais usadas são as renováveis. Com grande destaque para a hidrelétrica, a grande base de nossa matriz energética. Segundo dados de 2019 do Balanço Energético Nacional Interativo, 64,9% da energia consumida no Brasil é de fonte hidráulica. 

O Brasil usa 83% de fontes renováveis para a produção de energia, enquanto a média mundial é de 25%. Além de mais sustentabilidade, isso também gera menos custos de operação para as usinas que escolhem a energia renovável .

Além da hidrelétrica, a matriz energética do Brasil também é dividida em: gás natural (9,3%), eólica (8,6%), biomassa (8,4%), carvão e derivados (3,3%), nuclear (2,5%), derivados do petróleo (2,0%).

O país tem grande potencial de produção de energia renovável por conta do clima, agricultura e distribuição hídrica. Nos últimos anos, a energia eólica e solar cresceram, especialmente no nordeste. Deixando a matriz energética brasileira cada vez mais limpa. Fonte: vetorlog.com.br

Texto 2

Matriz energética brasileira 1

Texto 3

Matriz energética brasileira 2

Texto 4

Dados de 2024, apontam que O uso da energia solar no Brasil corresponde a 13,1% de toda a matriz elétrica brasileira. Fonte: CNN


A partir dos textos de apoio e de tuas leituras de mundo, escreve um texto dissertativo, entre 08 e 30 linhas, sore o tema:   matrizes enérgicas do Brasil: desafios  para  utilizá-las com responsabilidade. No modelo Enem, lembre-se de apresentar proposta de intervenção que respeite os direitos humanos.   Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. 

Tema 298: o que representa o bicentenário da independência para o Brasil?

 

         Par escrever sua redação, leia os textos abaixo:

  Texto 1

            Engana-se quem pensa que a Independência do Brasil foi concebida sem luta, sem o “Braço Forte” do Exército. Apesar de o 7 de Setembro de 1822 ser considerado um momento simbólico, diferentes batalhas ocorreram em solo pátrio, até o ano de 1823. A coesão, a liderança, os valores e a ética dos militares do Exército Brasileiro (EB) colaboraram para as vitórias nas batalhas pela Independência e continuam contribuindo para que o EB se mantenha em condições de enfrentar os desafios da atualidade.

            A importante participação da Força no processo de emancipação do Brasil é mais um exemplo da sua intrínseca relação com a história do País. Em todos os grandes momentos históricos do Brasil, a Instituição mostrou-se integrada aos interesses da Nação e atuante em prol dos brasileiros.

            O Brasil deve comemorar o Bicentenário da Independência honrando seus vultos históricos e heróis anônimos, orgulhando-se de seu Exército e continuando a reconhecer o valor dos nossos soldados.

Ao longo desses 200 anos de Independência, o profissionalismo, a eficiência operacional e o permanente estado de prontidão da Força Terrestre vêm contribuindo para a soberania nacional e a dissuasão extrarregional. Fonte: http://www.eb.mil.br/bicentenario-independencia


Teto 2

O que significa o Bicentenário do Brasil neste Sete de Setembro?


A partir dos textos de apoio e de tuas leituras de mundo, escreve um texto dissertativo, entre 08 e 30 linhas, sobre o tema: o que representa o bicentenário da independência para o Brasil?.  Lembre-se de apresentar proposta de intervenção que respeite os direitos humanos.   Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. 

quarta-feira, 24 de agosto de 2022

Tema 297: dez anos da Lei de Cotas no Brasil

 

Leia os textos motivadores que seguem e desenvolva o seu texto

Texto 1

Lei das Cotas - Programa Fantástico


Texto 2

Dez anos da Lei das Cotas: o que mudou?


Texto 3

Cotas Raciais


A partir dos textos de apoio e de tuas leituras de mundo, escreve um texto dissertativo, entre 08 e 30 linhas, sobre o tema: dez anos da Lei de Cotas no Brasil.  Lembre-se de apresentar proposta de intervenção que respeite os direitos humanos.   Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. 

domingo, 14 de agosto de 2022

Tema 296: Desafios para a inclusão social da população refugiada no Brasil

 



Ministério da Justiça apresenta sétima edição do relatório “Refúgio em Números” e painel interativo de decisões sobre pedidos de reconhecimento da condição de refugiado desde 1985

Brasília, 21 de junho de 2022 – Desde 1985, o Brasil reconheceu cerca de 60 mil pessoas como refugiadas, a maioria delas (48.789) proveniente da Venezuela – seguido por pessoas da Síria (3.667), República Democrática do Congo (1.448) e Angola (1.363). Nessa população, cerca de 90% são pessoas entre 18 e 45 anos de idade. E, apenas em 2021, foram confirmados 3.086 pedidos de reconhecimento da condição de refugiados, sendo que pessoas da Venezuela e de Cuba foram as que mais obtiveram essa confirmação. Do total de casos confirmados em 2021, 50,4% deles foram feitos por crianças e adolescentes na faixa etária de 5 a 14 anos.

            Estes e outros dados sobre o sistema de proteção internacional de refugiados no Brasil foram atualizados pelo Ministério da Justiça ontem, 20 de junho, data em que é observado o Dia Mundial do Refugiado. A atualização se deu por meio da sétima edição do relatório “Refúgio em Números”, editado pelo Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), e da versão atualizada do Painel Interativo de Decisões sobre Refúgio no Brasil, produzido pelo ACNUR (Agência da ONU para Refugiados) em parceria com o Conare (Comitê Nacional para Refugiados).

            O “Refúgio em Números” e o novo painel foram lançados durante o evento virtual “Migração e Refúgio no Brasil”, realizado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Segundo o coordenador-geral do Conare, Bernardo Laferté, o relatório é “um esforço antigo que, ano a ano, tem se consolidado como uma política de transparência ativa de números. Ele apresenta um retrato do refúgio no Brasil e os dados que são vitais para elaboração de políticas públicas efetivas”.

            O evento virtual também celebrou os 25 anos da Lei Brasileira de Refúgio (Lei 9.474, de 22 de julho de 1997), que criou o Conare e tem assegurado o funcionamento regular do sistema asilo no país, com a participação da sociedade civil e do ACNUR no comitê. A lei brasileira garante direitos básicos para as pessoas refugiadas e tem sido considerada um modelo, pois assegura o acesso das pessoas refugiadas a direitos e serviços nas mesmas condições dos nacionais, garantindo assim sua proteção.

            De acordo com o relatório “Refúgio em Números”, somente no ano passado, 29.107 pessoas solicitaram o reconhecimento da condição de refugiado no Brasil, provenientes de 117 países, sendo a maior parte venezuelanos (78,5%), angolanos (6,7%) e haitianos (2,7%). Além disso, o Conare proferiu 70.933 decisões em 2021, número considerado como o maior volume da década.

            Plataforma Interativa

            A Plataforma Interativa de Decisões sobre Refúgio no Brasil compila dados referentes a decisões com e sem análise de mérito feitas pelo Estado brasileiro de 1985 (antes mesmo da criação do Conare) a 2021. Pelo painel, é possível constatar que, ao final de 2021, existiam 60.011 pessoas reconhecidas como refugiadas no país.

            25 anos da Lei de Refúgio

Lei 9.474/97. Os 25 anos da lei encontra o Brasil na ponta como pioneiro na proteção dos refugiados a nível global. A lei é uma importante peça legislativa e um marco histórico na defesa e proteção dos direitos humanos da população refugiada no país. uma lei específica sobre refugiados a qual mostra a manifestação social do Brasil de acolher quem foge de situações de conflito, violência e perseguição.

Fonte: https://www.acnur.org/portugues/2022/06/21/no-dia-mundial-do-refugiado-brasil-atualiza-dados-sobre-populacao-refugiada-no-pais/

 

            Mais de 30% dos refugiados no Brasil têm ensino superior, aponta pesquisa da ONU

 

            Refugiados que vivem no Brasil têm escolaridade acima da média brasileira, mas são mais afetados pelo desemprego e poucos conseguem revalidar o diploma no país, de acordo com um levantamento inédito feito pela Agência da ONU para Refugiados (Acnur).

            O relatório, divulgado nesta quinta-feira (30), entrevistou 487 imigrantes que foram forçados a deixar seu país de origem e, agora, vivem em 14 cidades brasileiras (veja detalhes abaixo). Juntos, esses municípios concentram 94% dos refugiados sob proteção do governo federal. No Brasil, até o ano passado, o Ministério da Justiça reconheceu 10,5 mil pessoas nessa condição.

                Segundo o documento, 34% dos refugiados ouvidos na pesquisa concluíram o ensino superior, e 3% já cursaram alguma pós-graduação – especialização, mestrado ou doutorado. Entre a população brasileira acima de 25 anos, apenas 15% concluíram o mesmo nível de ensino. Os refugiados demonstram elevado capital linguístico e capital escolar acima da média brasileira, ou muito acima se considerarmos apenas a população brasileira negra e parda", aponta o documento.

            Apesar do número de diplomados vindos para o Brasil, os refugiados se deparam, contudo, com dificuldades na revalidação dos diplomas. Entre os entrevistados – pessoas acima de 18 anos –, apenas 14 conseguiram aproveitamento dos anos de estudos, contra 133 que não conseguiram.

            Além disso, 92% do total declarou falar português. Para os especialistas, a alta taxa de escolaridade é um "estímulo à continuação dos estudos no Brasil". Para esta pesquisa, no entanto, foram excluídos refugiados nascidos em Angola – por já falarem o português.

Mercado de trabalho

            Os dados mostram ainda que mais da metade (57%) dos entrevistados estavam trabalhando entre junho de 2018 e fevereiro de 2019. Neste grupo, 22% desempenham algum tipo de atividade empresarial, o que revela que entre esse público, "o empreendedorismo não é apenas um sonho, mas uma realidade", diz o documento.

            Dentre 462 refugiados que responderam a respeito, 315 (68%) não atuavam em suas áreas de formação. Para a ONU, o índice elevado pode ser resultado da "falta de informações ou pelo baixíssimo número daqueles que conseguiram revalidar seus diplomas" – apenas 14 casos.

            No outro extremo, 19%, ou 95 refugiados, estavam desempregados neste período. O índice é superior à média nacional – de 12%, em março. Além disso, ficou constatado que 25% dos imigrantes forçados recebidos pelo Brasil estão fora do mercado de trabalho, ou seja, desocupados e não procuraram emprego.

Para a ONU, o número é "bastante preocupante" por se tratar de uma população vulnerável. "Trata-se de população obrigada a deixar seu país de origem em condições de grande fragilidade e que não está conseguindo gerar renda no país de destino", destaca o documento.

                Por outro lado, 26 entrevistados (5%) declararam-se "ocupados com afazeres domésticos" e 3 refugiados (0,6%) são aposentados ou pensionistas. Por fim, 42 pessoas acima de 18 anos se identificaram como estudantes e, por isso, não estavam trabalhando nem procurando emprego.

Fonte: G1 - Por Marília Marques - 30/05/2019

A partir dos textos de apoio e de tuas leituras de mundo, escreve um texto dissertativo, entre 08 e 30 linhas, sobre o tema: Desafios  para a inclusão social da população refugiada no Brasil.  Lembre-se de apresentar proposta de intervenção que respeite os direitos humanos.   Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. 

 

Tema 295: DESAFIOS DA MOBILIDADE URBANA NO BRASIL.

 

A mobilidade urbana é um conceito bastante discutido nas políticas públicas que envolvem o planejamento das cidades. Trata-se do modo como a população urbana se locomove pelos espaços geográficos urbanos, além de interferir diretamente no bem-estar social da população.

A mobilidade urbana pode ser entendida como uma maneira de como as pessoas transitam nos espaços urbanos, seja de maneira individual (a pé, bicicletas, motocicletas e/ou carros), seja de maneira coletiva (ônibus, metrô, trem, etc.).



CAUSAS DOS PROBLEMAS DA MOBILIDADE URBANA NO BRASIL

Por se tratar do direito de ir e vir  das pessoas, a mobilidade urbana está diretamente ligada ao processo de urbanização das cidades, no início  na década de 1930.

PROBLEMAS E CONSEQUÊNCIAS DA MOBILIDADE URBANA NO BRASIL

Com o desenvolvimento da indústria associada ao êxodo rural, as cidades brasileiras cresceram assustadoramente nas últimas décadas do século. Para comparar, a taxa de população vivendo nas zonas rurais, no início do século passado, era de 65%, já nas urbanas era de 35%. No fim do mesmo século, a população urbana era de 80% contra 20% da população rural.

 

Esses dados revelam uma grande mudança de espaço, ocorrida durante o século XX, principalmente após 1930-40, quando foi acentuado o êxodo rural. O planejamento urbano e a evolução dos meios de transportes coletivos nas grandes cidades brasileiras não acompanharam esse crescimento urbano rápido. Com isso, os transportes coletivos ficaram aquém do esperado, o que acarretou um  aumentando do número de veículos.

O número cada vez maior de veículos nas ruas se deve vários fatores, como:

- aumento da renda média dos últimos anos;

- péssima qualidade dos transportes coletivos;

- créditos facilitados ao consumidor;

- política histórica de priorizar rodovias;

- redução de impostos sobre produtos industrializados (carros e motocicletas); entre outros.

 

MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL NO BRASIL

A mobilidade urbana sustentável deve passar por um planejamento urbano. incentivos ao uso de  transportes coletivos, caronas,  rodízios de carros e pedágios urbanos que podem melhorar até as condições ambientais.

O uso de bicicletas e carros elétricos auxiliares também contribuem com  numa mobilidade sustentável, pois evitaria, nessas modalidades, emissão de poluentes nos espaços urbanos.

 

LEGISLAÇÃO DA MOBILIDADE URBANA NO BRASIL

A legislação brasileira garante uma política pública teoricamente eficiente quando o assunto é mobilidade urbana. Dentre as leis que auxiliam na melhoria da mobilidade nas cidades, temos:

- Estatuto das Cidades;

- Lei 12.587/12 (que rege as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana);

- Lei 13.089/15 (conhecida como Estatuto da Metrópole);

- Lei 13.683/18, que alterou pequenas mudanças nas duas leis anteriores.

As leis dos municípios constam em um Plano de Mobilidade Urbana que atende a uma série de requisitos, como ciclovias e ciclofaixas, sustentabilidade no transporte público, proteção de áreas ambientais, entre outros.

 

DESAFIOS DA MOBILIDADE URBANA NO BRASIL

Os grandes desafios da mobilidade urbana brasileira passam pelo trânsito das grandes e médias cidades. 

Além do trânsito, as políticas de expansão devem ser estendidas à população e às áreas cada vez mais periféricas, que são desagregadas pelo poder público em relação à mobilidade. 

SOLUÇÕES PARA A MOBILIDADE URBANA NO BRASIL

Vários geógrafos e urbanistas dedicam-se ao estudo da mobilidade urbana e, consequentemente, à mobilidade nos espaços públicos. Dentre algumas soluções, podemos citar:

- ampliar áreas atendidas pelos transportes públicos coletivos (ônibus, metrô e trem);

- diversificar o uso dos meios de transporte (carros, bicicletas, ônibus, motocicletas);

- flexibilidade no horário das atividades urbanas: comércio em uma hora, atividades escolares em outra, para distribuir a mobilidade ao longo do dia;

 

- incentivo a caronas coletivas para pessoas que vão para a mesma direção;

 

- integração entre os transportes públicos (ônibus integrado com metrô, por exemplo).

Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/mobilidade-urbana-no-brasil.htm

 

A partir dos textos de apoio e de tuas leituras de mundo, escreve um texto dissertativo, entre 08 e 30 linhas, sobre o tema: DESAFIOS DA MOBILIDADE URBANA NO BRASIL. Lembre-se de apresentar proposta de intervenção que respeite os direitos humanos.   Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. 

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Tema 294: A QUARTA ONDA DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E A NECESSIDADE DE UM NOVO TIPO DE PROFISSIONAL: O TRABALHADOR 4.0.

 Para escrever o seu texto, leia o texto de apoio:

Trabalhador 4.0


A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação portuguesa, redija um texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre 

 A QUARTA  ONDA   DA   REVOLUÇÃO   INDUSTRIAL    E    A   NECESSIDADE   DE   UM NOVO   TIPO   DE   PROFISSIONAL:   O   TRABALHADOR   4.0.

Se escrever na modalidade ENEM, lembre-se de apresentar proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. 


domingo, 17 de julho de 2022

Tema 293: DESAFIOS PARA REVERTER OS ÍNDICES DE INSEGURANÇA ALIMENTAR NO BRASIL

             Apenas quatro em cada dez famílias brasileiras têm acesso pleno à alimentação, e 33 milhões de brasileiros passam fome, de acordo com o 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, publicado dia 08 de junho de 2022. São 14 milhões a mais de pessoas com fome em comparação com o último inquérito, realizado em 2020, e um crescimento de 7,2% no número de pessoas em algum grau de insegurança alimentar. Este é o pior cenário no século XXI, no Brasil. Desde que foi criada a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia), entre 2003 e 2004, jamais o país atingiu esse patamar de pessoas vivendo em algum dos três graus de insegurança.

         Ao todo, são 125 milhões de brasileiros nessa condição, sendo 59 milhões em insegurança leve, 31 milhões em insegurança moderada e 33 milhões em insegurança grave (situação de fome). A pesquisa foi conduzida pela Rede Penssan, formada por pesquisadores em segurança alimentar, e executada pelo Instituto Vox Populi, com apoio de entidades da sociedade civil. Foram ouvidas 12 mil famílias em 577 municípios, de novembro de 2021 a abril de 2022.

         Segundo os dados levantados, a fome é desproporcionalmente maior entre mulheres, pessoas negras, habitantes de zonas rurais e moradores das regiões Norte e Nordeste. Um em cada cinco domicílios chefiados por mulheres está em estado de insegurança alimentar - um aumento de oito pontos percentuais em relação a 2020 - contra um em cada dez domicílios chefiados por homens.

         Ao mesmo tempo, domicílios habitados por pessoas brancas registraram um índice de segurança alimentar de 53%, contra 35% de domicílios habitados por pessoas negras.

         Desigualdade Regional: se o índice de pessoas com fome (insegurança alimentar grave) no Brasil como um todo é de 15%, no Norte e no Nordeste ele chega a 25% e 21%, respectivamente. Ao mesmo tempo, Sul, Sudeste e Centro-Oeste têm médias abaixo do índice nacional. Fatores como falta de acesso à água (insegurança hídrica), presença de crianças no domicílio e baixa escolaridade também aumentam a prevalência da insegurança alimentar. Fonte: Uol – jun/2022

 

Texto 2

 

"A insegurança alimentar é um fenômeno que ocorre quando um indivíduo não possui acesso físico, econômico e social a alimentos de forma a satisfazer as suas necessidades, conforme a definição da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). A insegurança alimentar pode ser crônica ou apenas temporária, e se divide em três tipos ou níveis: leve, moderada ou grave. Dados do IBGE revelam que 41% da população brasileira convivem com a insegurança alimentar. No mundo, 30% se encontram em insegurança moderada ou grave."

 

"Causas da insegurança alimentar

A insegurança alimentar é, por definição, um fenômeno multidimensional. Diversas causas estão associadas a ele, as quais abrangem desde questões conjunturais, como flutuações econômicas, até problemas estruturais perpetuados ao longo do tempo, em especial aqueles de ordem socioeconômica.

 

Algumas  causas da insegurança alimentar:

 

- menor disponibilidade de alimentos associada a problemas no processo produtivo, como em períodos de escassez de chuvas, que afetam diretamente as lavouras;

- queda na qualidade dos alimentos disponíveis para consumo;

- problemas de abastecimento;

- aumento no preço dos alimentos;

- redução de salários ou perda de fonte de renda;

- condição de pobreza;

- mudanças climáticas.

 

         Essas diferentes causas estão ligadas às dimensões da segurança alimentar, estabelecidas pela FAO. De acordo com essa agência, só há segurança quando todas as dimensões, que apresentamos na sequência, são plenamente atendidas.

 

1ª dimensão: DISPONIBILIDADE física de alimentos (associada à produção);

 

2ª dimensão: ACESSO físico e econômico aos alimentos (leva em conta o abastecimento e também a situação financeira e monetária dos indivíduos);

 

3ª dimensão: UTILIZAÇÃO dos alimentos (condições físicas de saúde do indivíduo para preparar seu alimento e absorver plenamente seus nutrientes);

 

4ª dimensão: ESTABILIDADE das dimensões descritas (manutenção das condições anteriores por longos períodos de tempo)."

"Consequências da insegurança alimentar

 

         A insegurança alimentar, seja qual for o seu nível, resulta em uma série consequências para o indivíduo e para o grupo familiar. Entre elas estão:  desnutrição ou sobrepeso, a depender de cada caso em específico;  anemia;   problemas de saúde associados à falta de vitaminas no organismo;  desgaste físico pela ausência de nutrientes; piora da saúde mental;  deterioração da qualidade de vida e bem-estar;  agravamento da fome em casos graves."

Fonte: Brasil Escola





Fonte: asduerj.org - jun/2022


A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema:  DESAFIOS  PARA   REVERTER  OS  ÍNDICES  DE  INSEGURANÇA  ALIMENTAR  NO  BRASIL

Se escrever na modalidade ENEM, lembre-se de  apresentar proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista.