quarta-feira, 6 de abril de 2022

Tema 282: O CONSUMISMO E O COMÉRCIO NAS DATAS COMEMORATIVAS

 

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo, em modalidade escrita formal da língua portuguesa, sobre este tema: 

    O CONSUMISMO   E   O   COMÉRCIO   NAS   DATAS   COMEMORATIVAS.

    Lembre-se de apresentar propostas de intervenção que respeitem os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista.


Texto 1

O consumismo é a ação de comprar excessivamente e sem necessidade, sendo motivada por impulso ou desejo de comprar. Esse é considerado um comportamento destrutivo que impacta em diversos aspectos da vida cotidiana. O consumismo é diferente do consumo, que é caracterizado pela ação de realizar compras necessárias – como água e alimentação. A onda de consumismo é muito presente em sociedades modernas capitalistas e tem se mostrado um reflexo da globalização e da mídia.

Um dos fatores que impulsionam o consumo descontrolado é a chamada obsolescência programada. Trata-se de uma estratégia dos produtores em desenvolver produtos que simplesmente param de funcionar ou se tornam obsoletos em um curto prazo de tempo. Assim, os consumidores são levados a adquirir versões mais novas do bem ou serviço em questão.

Podemos dividir esse fenômeno em obsolescência técnica ou psicológica. Na primeira classificação, os aparelhos simplesmente param de funcionar, obrigando os clientes a comprarem um novo produto. O melhor exemplo de obsolescência técnica foi um cartel organizado na década de 20 entre produtoras europeias e americanas de lâmpadas. Seus produtos tinham vida útil reduzida, o que objetivava aumentar as vendas.

Fonte:  https://www.politize.com.br/consumismo-o-que-e/#:~:text=O%20QUE%20%C3%89%20CONSUMISMO%3F,diversos%20aspectos%20da%20vida%20cotidiana.

 Texto 2

O lucrativo comércio das datas comemorativas

No Brasil, as cinco datas comemorativas mais importantes são Natal, Dia das Mães, Dia dos Namorados, Dia dos Pais e Dia das Crianças. De acordo com Roque Pellizzaro Jr., presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o Natal, sozinho, gera um faturamento equivalente a três meses normais do ano. Segundo ele, o motivo é o fato de a busca não ser somente por presentes, como nas demais épocas. “Todas as datas movimentam faixas específicas. O Natal movimenta todas. No final de ano, geralmente, as pessoas querem reformar a casa, trocam o carro, fazem compras para a ceia e, é claro, compram presentes”. Fonte: https://administradores.com.br/noticias/o-lucrativo-mercado-das-datas-comemorativas


Texto 3


Antes de escrever, pensar:

- o que sei sobre isso?

- o que quero escrever sobre isso?

- qual minha opinião sobre o tema?

- o que é consumismo?

- tenho exemplo para usar na redação?

- tenho citação para colocar no texto?

quinta-feira, 31 de março de 2022

Tema 281: a acessibilidade no contexto brasileiro

    A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo, em modalidade escrita formal da língua portuguesa, sobre este tema: A ACESSIBILIDADE  NO CONTEXTO BRASILEIRO.
    Lembre-se de apresentar propostas de intervenção que respeitem os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista.

Texto 1 - Acessibilidade universal é fornecida no sistema R.I.T. de transporte coletivo de Curitiba

Texto 2 -  Ônibus municipais com espaço para cadeirantes, em Belo Horizonte, Brasil.

Texto 3
Acessibilidade significa não apenas permitir que pessoas com deficiências ou mobilidade reduzida participem de atividades que incluem o uso de produtos, serviços e informação, mas a inclusão e extensão do uso destes por todas as parcelas presentes em uma determinada população.
Na arquitetura e no urbanismo, a acessibilidade tem sido uma preocupação constante nas últimas décadas. Atualmente estão em andamento obras e serviços de adequação do espaço urbano e dos edifícios às necessidades de inclusão de toda população, visando eliminar os obstáculos existentes ao acesso.
Em informática, programas que provêm acessibilidade são ferramentas ou conjuntos de ferramentas que permitem que portadores de deficiências (as mais variadas) se utilizem dos recursos que o computador oferece. Essas ferramentas podem constituir leitores de ecrã para deficientes visuais, teclados virtuais para portadores de deficiência motora ou com dificuldades de coordenação motora, e sintetizadores de voz para pessoas com problemas de fala. Fonte: Instituto de Cegos da Bahia



Texto 4






quinta-feira, 24 de março de 2022

Tema 280: OS DESAFIOS PARA ALCANÇAR MAIOR REPRESENTATIVIDADE DA MULHER NA POLÍTICA

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo, em modalidade escrita formal da língua portuguesa, sobre este tema: OS DESAFIOS PARA ALCANÇAR MAIOR REPRESENTATIVIDADE DA MULHER NA POLÍTICA.

Lembre-se de apresentar propostas de intervenção que respeitem os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista.

 Texto 1
 "Desde o início do movimento sufragista brasileiro, as mulheres vêm buscando ampliar seu espaço no cenário político nacional. Inúmeros são os marcos históricos dessa trajetória. É o caso da própria conquista do direito ao voto, assegurado no Brasil em 24 de fevereiro de 1932, e do êxito de Luiza Alzira Soriano, primeira mulher a ser eleita prefeita, em 1928, na cidade de Lajes. Ainda, em 1996, o Congresso Nacional estabeleceu o sistema de cotas para incentivar os partidos políticos a incluírem mulheres em chapas eleitorais." Fonte: Mulheres na política - vídeos

 Texto 2





Texto 3

"A presença da mulher foi, muitas vezes, ignorada no decorrer do tempo em várias sociedades do mundo. Na Antiguidade, no Oriente e no Ocidente, a mulher era solicitada praticamente para funções subservientes. A própria maternidade era desconsiderada quando se dava luz a uma menina. Como sociedade machista, o pai esperava a festejada chegada de um varão. Nas tradições das sociedades judias, por exemplo, a mulher não se sentava à mesa com os homens para se alimentar. Apenas os serviam e comiam separadamente. Durante a Idade Média, a mulher foi estigmatizada por ser considerada inferior física e intelectualmente, sendo vista como responsável pelas desgraças do homem em decorrência do pecado original. Por outro lado, alguns pensadores humanistas, como filósofos e educadores, consideraram a presença feminina, com sua relevante contribuição para o desenvolvimento social. Foram poucos. A conquista incipiente de espaço, em seu direito natural de ser humano, só foi alcançada pela mulher no século XX, após lutas e conflitos acerbos. Foi uma longa jornada, que até hoje deixam manifestos os preconceitos decorrentes da ignorância e da coerção da personalidade masculina sobre a feminina. A igualdade e, notadamente, a equidade entre os gêneros estão distantes de se tornarem realidade. Hoje, mulheres tão ou mais competentes que homens são menos valorizadas no mercado de trabalho, com salários mais baixos, desempenhando atribuições iguais ou similares.  O direito de votar e de ser votada, logrado nos primórdios do século passado, confere à mulher a condição de cidadã, influente e compromissada com as propostas e realizações para 5 a construção da lídima civilização, na qual os direitos serão respeitados e os preconceitos superados. Apesar de algumas conquistas, ainda existem desafios e dificuldades a serem superados, sobretudo quanto à igualdade substancial – tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida de sua desigualdade –, como compromissos de toda sociedade que pretenda ser justa e civilizada. Fonte: Representação Feminina na Política - documento


Texto 4

terça-feira, 15 de março de 2022

Tema 279: Mudanças climáticas e direitos humanos

 

Considere, abaixo, parte da entrevista da ex-presidente da Irlanda e Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Mary Robinson, publicada no Jornal Valor Econômico, em 2016, e aqui reproduzida a partir do site https://www.fronteiras.com/. Nessa entrevista, a ex-presidente aborda o tema “Mudanças climáticas e direitos humanos”.

Por que as mudanças climáticas são uma questão de direitos humanos?

M.R.: Porque estão corroendo uma série de direitos, particularmente os sociais. Direito à alimentação, à água. E também estão corroendo a saúde, tirando as pessoas de seus lugares. Existe uma grande injustiça nas mudanças climáticas, porque afetam comunidades pobres e países pobres que não são responsáveis pelas emissões de gases.

Por que o maior impacto sobre as pessoas pobres não ganha evidência?

M.R.: Acho que as pessoas não têm uma compreensão completa em relação a isso. E também não se sentem suficientemente responsáveis. Temos que trazer à luz a injustiça da mudança climática e torná-la mais visível. [...] E o aspecto financeiro? Nem todos concordam em financiar as mudanças necessárias.

M.R.: Precisamos ver as finanças climáticas como uma forma de deixar o mundo mais seguro para todos, fornecendo tecnologia e investimentos aos países em desenvolvimento para uma transição bem rápida para a energia renovável. [...] Governos e líderes empresariais parecem muitas vezes mais interessados no aspecto econômico.

Como incluir as pessoas nas soluções?

M.R.: Foi por isso que criei minha fundação, que é voltada à justiça climática. Precisamos colocar as pessoas no centro de todas as ações relacionadas ao clima, ou iremos cometer erros. Por exemplo, em 2007, 2008, havia um grande movimento para transformar o milho em etanol nos Estados Unidos. Isso fez com que os preços de alimentos subissem e foi muito ruim para as comunidades pobres. Tenho ouvido cada vez mais sobre grandes projetos, grandes hidrelétricas, florestamento que tentam ser positivos para o clima, mas não são bons para os pequenos proprietários de terra, atropelam os direitos dos povos indígenas, das pessoas pobres. Isso não é aceitável.

Como a senhora vê os direitos humanos atualmente?

M.R.: É difícil responder globalmente. Há uma preocupação com o que é descrito como o fechamento de espaço para ação da sociedade civil. Em outras palavras, é mais difícil para a sociedade civil ser influente. A chamada guerra contra o terror tem feito até protestos legítimos serem caracterizados como terrorismo. E há um grande movimento para proibir ou reduzir a ação das ONGs. Muitos países estão suspendendo o financiamento externo para as organizações não governamentais. E se não conseguem recursos do exterior é muito mais difícil para elas financiarem suas atividades que são responsabilizar os governos pela garantia de direitos humanos... É um grande problema, há muitos mais. [...]

As mudanças climáticas podem gerar refugiados do clima?

M.R.: Tenho certeza de que veremos o clima como fator de deslocamento das pessoas, porque estão sofrendo com secas severas, inundações severas. Há estimativas de que em 2050 poderemos ter algo entre 50 e 200 milhões de refugiados do clima. Nem podemos chamá-los de refugiados, porque eles não têm esse status.

Como a senhora vê a atual situação?

M.R.: Falamos sobre direitos humanos e sobre problemas do clima e isso pode ser deprimente. Esses problemas são muito sérios. Acredito que existem duas formas de olhar para isso. Uma é ver o quanto isso é ruim e descrever o quanto isso é ruim. E tudo fica muito negativo, não há energia, não há oxigênio para fazer nada. A outra é ver que a situação é difícil, mas que há pessoas corajosas lutando contra isso e que podemos tentar ajudá-las.

Eu sempre pego emprestada uma expressão do meu amigo arcebispo Desmond Tutu. Estivemos em um painel em Nova Iorque, há alguns anos, com pessoas jovens, e ele fica muito entusiasmado quando está com jovens. Havia lá uma jornalista que, de forma até um pouco ríspida, perguntou a ele como se mantinha otimista. E ele respondeu: "Minha cara, não sou um otimista, sou um prisioneiro da esperança". Isso foi profundamente importante para mim. Você precisa ter esperança, que é a energia para fazer mudanças. Adaptado de: https://www.fronteiras.com/entrevistas/mary-robinson-uma-prisioneira-da-esperanca

 

Como você pode perceber, a ex-presidente da Irlanda tem opiniões claras a respeito do impacto que as mudanças climáticas têm na vida das pessoas. Ela, em sua argumentação, apresenta aspectos relativos às mudanças climáticas e à consequente ameaça aos direitos humanos.

A     partir   da  leitura  do   texto motivador  e  com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija  um  texto dissertativo, em modalidade escrita formal da língua portuguesa, sobre este tema:  “Mudanças climáticas e direitos humanos” .   Lembre-se de apresentar  propostas de intervenção que respeitem os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Você pode mencionar a ex-presidente da Irlanda, concordando com suas ideias ou refutando seu ponto de vista.

(Prova de redação UFRGS/2022 adaptada por Marileia Marchezan)

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Tema 278: OS DESAFIOS PARA REDUZIR O DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS NO BRASIL

 Leia os textos motivadores:

Texto 1

Um relatório recente do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) descobriu que o mundo está mergulhado em uma epidemia de desperdício de alimentos. Em 2019, os consumidores jogaram fora quase um bilhão de toneladas de alimentos, ou 17% de toda a comida que compraram. Isso é profundamente problemático em um mundo onde 690 milhões de pessoas estavam subnutridas em 2019, um número que deverá aumentar drasticamente com o COVID-19. Também é ruim para o planeta. Cerca de 10% de todas as emissões de gases de efeito estufa vêm da produção de alimentos que, em última análise, são jogados fora.  O relatório estima que, em 2019, 61% do desperdício de alimentos foi gerado pelas famílias, 26% do serviço de alimentação e 13% do varejo.

Segundo Clementine O’Connor: mesmo antes da COVID-19, cerca de 690 milhões de pessoas no mundo estavam subnutridas. Três bilhões de pessoas não têm condições de manter uma dieta saudável. Alimentos não consumidos são um puro desperdício de energia e recursos que poderiam ser melhor aproveitados. A redução do desperdício de alimentos no varejo, nos serviços de alimentação e nos lares pode oferecer benefícios multifacetados para as pessoas e para o planeta. Até agora, as oportunidades proporcionadas pela redução do desperdício de alimentos permaneceram amplamente inexploradas e subexploradas. Fonte: https://www.unep.org/pt-br/noticias-e-reportagens/reportagem/como-o-desperdicio-de-alimentos-esta-destruindo-o-planeta

 Texto 2

Fonte: https://revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2019/12/nova-revista-da-turma-da-monica-da-dicas-contra-desperdicio-de-alimentos.html

Texto 3

Fonte: https://revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2019/12/nova-revista-da-turma-da-monica-da-dicas-contra-desperdicio-de-alimentos.html
Texto 4

Fonte: IstoÉ



Sugestão de leitura complementar e levantamento de dados: https://www.ecycle.com.br/desperdicio-de-alimentos/

 A partir dos textos motivadores e de suas vivências, escreva um texto dissertativo sobre o tema:   OS DESAFIOS PARA REDUZIR O DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS NO BRASIL.   

            Para desenvolver seu texto, você deverá usar como base argumentos pertinentes. Para isso, leve em consideração os dados estatísticos sobre os alimentos jogados  fora

e as consequências desse desperdício.

            Produza um texto, de caráter  dissertativo, defendendo seu ponto de vista.

            Lembre-se de que sua redação deverá ter entre 30 e 50 linhas.

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Tema 276: A RELAÇÃO ENTRE O SER HUMANO E O MEIO AMBIENTE.

 

Leia os textos motivadores:

Texto 1

Daí se toma a revolução neolítica, a agriCULTURA, um marco da História, posto que com ela o homem passou da coleta daquilo que a natureza ‘naturalmente’ dá para a coleta daquilo que se planta, que se cultiva. Com a agricultura nos tornamos sedentários e não mais nômades. [...] com a agricultura irrigada alguns povos se estabelecem sobre um determinado território de maneira permanente, mais estável. A vida se torna menos inconsistente, domestica-se a natureza e, assim, formam-se os berços das civilizações na Mesopotâmia, no Egito, na China, etc. Dominar a natureza é dominar a inconstância, o imprevisível; é dominar o instinto, as pulsões, as paixões (PORTO-GONÇALVES, 2000, p. 25).

Texto 2

A relação homem-natureza é tão antiga quanto a própria existência humana na Terra, tudo que está ao redor do homem advém da natureza, ela é a condição fundamental para a sobrevivência humana. Neste sentido, o planeta vem sofrendo ao longo do tempo a interferência direta do ser humano na natureza com fins na extração de matéria-prima, recursos naturais ou obtenção de alguma vantagem. O que se pode observar é a ocorrência de uma mudança da visão e comportamento do homem no decorrer da história, consequentemente isso refletiu na relação que o homem tem com a natureza, uma vez que a natureza não está dissociada da história da humanidade nem das manifestações culturais que estão inseridas neste contexto (GONÇALVES, 2008).

Texto 3

Cada  indivíduo  percebe,  reage  e  responde  diferentemente  frente  às  ações sobre  omeio.  As  respostas  ou  manifestações  são,  portanto,  resultado  das percepções,  dos  processos  cognitivos,  julgamentos  e  expectativas  de  cada indivíduo.  Embora  nem  todas  as  manifestações  psicológicas  sejam  evidentes, são    constantes,    e    afetam    nossa    conduta,    namaioria    das    vezes, inconscientemente. (FAGGIONATO, 2011).

Texto 4

Entre os 8 R’s da sustentabilidade, respeitar tem conceito amplo

Não basta deixar de atirar detritos pela janela ou deixar de jogar na rua o papel de bala para considerar que se respeita o meio ambiente. Entre os oito R’s que representam uma atitude realmente sustentável no planeta, Respeitar pode ser considerado por muitos como o de mais fácil compreensão.  Fonte: https://jornalzonasul.com.br/afinal-o-que-e-respeito-ao-meio-ambiente/

            A partir dos textos motivadores e de suas vivências, escreva um texto dissertativo sobre o tema:   A RELAÇÃO ENTRE O SER HUMANO E O MEIO  AMBIENTE.   

            Para desenvolver seu texto, você deverá usar como base argumentos pertinentes. Para isso, leve em consideração

-  a importância de o homem respeitar a natureza.

            Produza um texto, de caráter  dissertativo, defendendo seu ponto de vista.

            Lembre-se de que sua redação deverá ter entre 30 e 50 linhas.

 

 

 

 

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Tema 275: JUDICIALIZAÇÃO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

 

LEIA OS TEXTOS DE APOIO    

 

            Texto 1 - O que é judicialização em saúde?

            Quando um paciente, vamos imaginar uma paciente com câncer de mama, tem indicação para utilizar um tratamento específico, considerado o mais adequado para o seu tipo de tumor, e ele não está disponível no SUS, a única forma dessa paciente obtê-lo pode ser entrando na justiça contra o governo para reivindicar as doses necessárias, já que o acesso universal e igualitário à saúde é um direito garantido pela Constituição. Muitas vezes essa acaba sendo a única alternativa para que a paciente tenha acesso ao tratamento de que precisa. Esse processo se chama judicialização em saúde. A judicialização da saúde não resolve o problema de acesso aos tratamentos no SUS. Para o governo, essa também não é a alternativa ideal: a União ou o Estado gastam muito mais com a compra de medicamentos individuais para obedecer a decisões do Poder Judiciário do que se os medicamentos fossem adquiridos em quantidade, com valores negociados para todos que dele necessitam. Além disso, como não é possível prever o montante do orçamento que será destinado ao atendimento de ações judiciais, os gestores públicos enfrentam maiores desafios em manter um serviço de saúde funcional e eficiente para a população, já que alguns recursos precisam ser realocados. Os gastos do governo para cumprir determinações judiciais estão batendo recordes: estima-se que em 2016 o Governo Federal tenha gasto com medicamentos o montante de R$ 1,6 bilhão com pacientes que buscaram a judicialização. Esse número foi de R$ 800 milhões em 2014 e de R$ 1,2 bilhão em 2015. Todo ano, essa despesa bate novo recorde e esse valor equivale a 10% do montante que o governo investiu em 2015 na compra de medicamentos previstos na rede pública para atender toda a população brasileira. Fonte: https://www.femama.org.br/pacientesnocontrole/o-que-e-judicializacao-em-saude/

            Texto 2 - Com 74 mil processos, o Estado do RS é líder do ranking nacional de judicialização da saúde pública. Uma média de 1,9 mil novas ações todos os meses. Por trás desse número expressivo, existem redes mafiosas que promovem o uso irracional de medicamentos. “Nunca se tomou tanto medicamento desnecessário e em doses tão exageradas”, afirma o assessor técnico da Área de Saúde da Famurs, Leonildo Mariani, com base em dados da Organização Mundial da Saúde.

            As ações judiciais em saúde foram o tema do painel que debateu a relação entre as prefeituras e o Poder Judiciário, durante a realização do Seminário sobre Judicialização das Políticas Públicas. Promovido pela Famurs, o evento reuniu mais de 350 pessoas – entre prefeitos, secretários, procuradores e representantes municipais – no auditório do Ministério Público, em Porto Alegre, nesta terça e quarta-feira (dias 3 e 4 de setembro).

            De acordo com um estudo da Procuradoria Geral do Estado (PGE), 44% dos 128 mil atendimentos prestados pelo SUS no Rio Grande do Sul foram realizados por via judicial. Entre os efeitos negativos da judicialização da saúde está o aumento dos gastos públicos. Em Júlio de Castilhos, por exemplo, 300 ações representaram um custo de R$ 40 mil para a prefeitura. Com o mesmo valor, o município pode oferecer remédios para 14 mil pacientes através da Farmácia Popular.

            O alto índice de processos é resultado da ação de organizações criminosas, compostas por médicos, advogados, empresários e até pacientes. “Tem laboratórios que pressionam os pacientes a entrar na justiça para buscar um medicamento”, alerta o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Pedro Poli. Segundo o desembargador do Tribunal de Justiça, Rogério Legal, essas organizações constituem uma máfia da saúde pública. “Criam-se demandas artificiais de medicamentos por meio de ações judiciais para que determinadas pessoas repassem esses medicamentos para uma rede de distribuição de produtos fármacos no mercado negro”, resume. Fonte: https://famurs.com.br/area-tecnica/10/noticia/610

 

A partir do texto de apoio e de seus conhecimentos, escreve um texto dissertativo sobre o tema:  JUDICIALIZAÇÃO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE.   Para desenvolver seu texto, você deverá usar como base argumentos pertinentes. Para isso, leve em consideração

-  as necessidades de quem não pode arcar com um tratamento

- e  os gastos públicos elevados  para atender as ações judiciais.

            Produza um texto, de caráter  dissertativo, defendendo seu ponto de vista/argumentos. Lembre-se de que sua redação deverá ter entre 30 e 50 linhas.