terça-feira, 15 de março de 2022

Tema 279: Mudanças climáticas e direitos humanos

 

Considere, abaixo, parte da entrevista da ex-presidente da Irlanda e Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Mary Robinson, publicada no Jornal Valor Econômico, em 2016, e aqui reproduzida a partir do site https://www.fronteiras.com/. Nessa entrevista, a ex-presidente aborda o tema “Mudanças climáticas e direitos humanos”.

Por que as mudanças climáticas são uma questão de direitos humanos?

M.R.: Porque estão corroendo uma série de direitos, particularmente os sociais. Direito à alimentação, à água. E também estão corroendo a saúde, tirando as pessoas de seus lugares. Existe uma grande injustiça nas mudanças climáticas, porque afetam comunidades pobres e países pobres que não são responsáveis pelas emissões de gases.

Por que o maior impacto sobre as pessoas pobres não ganha evidência?

M.R.: Acho que as pessoas não têm uma compreensão completa em relação a isso. E também não se sentem suficientemente responsáveis. Temos que trazer à luz a injustiça da mudança climática e torná-la mais visível. [...] E o aspecto financeiro? Nem todos concordam em financiar as mudanças necessárias.

M.R.: Precisamos ver as finanças climáticas como uma forma de deixar o mundo mais seguro para todos, fornecendo tecnologia e investimentos aos países em desenvolvimento para uma transição bem rápida para a energia renovável. [...] Governos e líderes empresariais parecem muitas vezes mais interessados no aspecto econômico.

Como incluir as pessoas nas soluções?

M.R.: Foi por isso que criei minha fundação, que é voltada à justiça climática. Precisamos colocar as pessoas no centro de todas as ações relacionadas ao clima, ou iremos cometer erros. Por exemplo, em 2007, 2008, havia um grande movimento para transformar o milho em etanol nos Estados Unidos. Isso fez com que os preços de alimentos subissem e foi muito ruim para as comunidades pobres. Tenho ouvido cada vez mais sobre grandes projetos, grandes hidrelétricas, florestamento que tentam ser positivos para o clima, mas não são bons para os pequenos proprietários de terra, atropelam os direitos dos povos indígenas, das pessoas pobres. Isso não é aceitável.

Como a senhora vê os direitos humanos atualmente?

M.R.: É difícil responder globalmente. Há uma preocupação com o que é descrito como o fechamento de espaço para ação da sociedade civil. Em outras palavras, é mais difícil para a sociedade civil ser influente. A chamada guerra contra o terror tem feito até protestos legítimos serem caracterizados como terrorismo. E há um grande movimento para proibir ou reduzir a ação das ONGs. Muitos países estão suspendendo o financiamento externo para as organizações não governamentais. E se não conseguem recursos do exterior é muito mais difícil para elas financiarem suas atividades que são responsabilizar os governos pela garantia de direitos humanos... É um grande problema, há muitos mais. [...]

As mudanças climáticas podem gerar refugiados do clima?

M.R.: Tenho certeza de que veremos o clima como fator de deslocamento das pessoas, porque estão sofrendo com secas severas, inundações severas. Há estimativas de que em 2050 poderemos ter algo entre 50 e 200 milhões de refugiados do clima. Nem podemos chamá-los de refugiados, porque eles não têm esse status.

Como a senhora vê a atual situação?

M.R.: Falamos sobre direitos humanos e sobre problemas do clima e isso pode ser deprimente. Esses problemas são muito sérios. Acredito que existem duas formas de olhar para isso. Uma é ver o quanto isso é ruim e descrever o quanto isso é ruim. E tudo fica muito negativo, não há energia, não há oxigênio para fazer nada. A outra é ver que a situação é difícil, mas que há pessoas corajosas lutando contra isso e que podemos tentar ajudá-las.

Eu sempre pego emprestada uma expressão do meu amigo arcebispo Desmond Tutu. Estivemos em um painel em Nova Iorque, há alguns anos, com pessoas jovens, e ele fica muito entusiasmado quando está com jovens. Havia lá uma jornalista que, de forma até um pouco ríspida, perguntou a ele como se mantinha otimista. E ele respondeu: "Minha cara, não sou um otimista, sou um prisioneiro da esperança". Isso foi profundamente importante para mim. Você precisa ter esperança, que é a energia para fazer mudanças. Adaptado de: https://www.fronteiras.com/entrevistas/mary-robinson-uma-prisioneira-da-esperanca

 

Como você pode perceber, a ex-presidente da Irlanda tem opiniões claras a respeito do impacto que as mudanças climáticas têm na vida das pessoas. Ela, em sua argumentação, apresenta aspectos relativos às mudanças climáticas e à consequente ameaça aos direitos humanos.

A     partir   da  leitura  do   texto motivador  e  com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija  um  texto dissertativo, em modalidade escrita formal da língua portuguesa, sobre este tema:  “Mudanças climáticas e direitos humanos” .   Lembre-se de apresentar  propostas de intervenção que respeitem os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Você pode mencionar a ex-presidente da Irlanda, concordando com suas ideias ou refutando seu ponto de vista.

(Prova de redação UFRGS/2022 adaptada por Marileia Marchezan)

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Tema 278: OS DESAFIOS PARA REDUZIR O DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS NO BRASIL

 Leia os textos motivadores:

Texto 1

Um relatório recente do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) descobriu que o mundo está mergulhado em uma epidemia de desperdício de alimentos. Em 2019, os consumidores jogaram fora quase um bilhão de toneladas de alimentos, ou 17% de toda a comida que compraram. Isso é profundamente problemático em um mundo onde 690 milhões de pessoas estavam subnutridas em 2019, um número que deverá aumentar drasticamente com o COVID-19. Também é ruim para o planeta. Cerca de 10% de todas as emissões de gases de efeito estufa vêm da produção de alimentos que, em última análise, são jogados fora.  O relatório estima que, em 2019, 61% do desperdício de alimentos foi gerado pelas famílias, 26% do serviço de alimentação e 13% do varejo.

Segundo Clementine O’Connor: mesmo antes da COVID-19, cerca de 690 milhões de pessoas no mundo estavam subnutridas. Três bilhões de pessoas não têm condições de manter uma dieta saudável. Alimentos não consumidos são um puro desperdício de energia e recursos que poderiam ser melhor aproveitados. A redução do desperdício de alimentos no varejo, nos serviços de alimentação e nos lares pode oferecer benefícios multifacetados para as pessoas e para o planeta. Até agora, as oportunidades proporcionadas pela redução do desperdício de alimentos permaneceram amplamente inexploradas e subexploradas. Fonte: https://www.unep.org/pt-br/noticias-e-reportagens/reportagem/como-o-desperdicio-de-alimentos-esta-destruindo-o-planeta

 Texto 2

Fonte: https://revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2019/12/nova-revista-da-turma-da-monica-da-dicas-contra-desperdicio-de-alimentos.html

Texto 3

Fonte: https://revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2019/12/nova-revista-da-turma-da-monica-da-dicas-contra-desperdicio-de-alimentos.html
Texto 4

Fonte: IstoÉ



Sugestão de leitura complementar e levantamento de dados: https://www.ecycle.com.br/desperdicio-de-alimentos/

 A partir dos textos motivadores e de suas vivências, escreva um texto dissertativo sobre o tema:   OS DESAFIOS PARA REDUZIR O DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS NO BRASIL.   

            Para desenvolver seu texto, você deverá usar como base argumentos pertinentes. Para isso, leve em consideração os dados estatísticos sobre os alimentos jogados  fora

e as consequências desse desperdício.

            Produza um texto, de caráter  dissertativo, defendendo seu ponto de vista.

            Lembre-se de que sua redação deverá ter entre 30 e 50 linhas.

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Tema 276: A RELAÇÃO ENTRE O SER HUMANO E O MEIO AMBIENTE.

 

Leia os textos motivadores:

Texto 1

Daí se toma a revolução neolítica, a agriCULTURA, um marco da História, posto que com ela o homem passou da coleta daquilo que a natureza ‘naturalmente’ dá para a coleta daquilo que se planta, que se cultiva. Com a agricultura nos tornamos sedentários e não mais nômades. [...] com a agricultura irrigada alguns povos se estabelecem sobre um determinado território de maneira permanente, mais estável. A vida se torna menos inconsistente, domestica-se a natureza e, assim, formam-se os berços das civilizações na Mesopotâmia, no Egito, na China, etc. Dominar a natureza é dominar a inconstância, o imprevisível; é dominar o instinto, as pulsões, as paixões (PORTO-GONÇALVES, 2000, p. 25).

Texto 2

A relação homem-natureza é tão antiga quanto a própria existência humana na Terra, tudo que está ao redor do homem advém da natureza, ela é a condição fundamental para a sobrevivência humana. Neste sentido, o planeta vem sofrendo ao longo do tempo a interferência direta do ser humano na natureza com fins na extração de matéria-prima, recursos naturais ou obtenção de alguma vantagem. O que se pode observar é a ocorrência de uma mudança da visão e comportamento do homem no decorrer da história, consequentemente isso refletiu na relação que o homem tem com a natureza, uma vez que a natureza não está dissociada da história da humanidade nem das manifestações culturais que estão inseridas neste contexto (GONÇALVES, 2008).

Texto 3

Cada  indivíduo  percebe,  reage  e  responde  diferentemente  frente  às  ações sobre  omeio.  As  respostas  ou  manifestações  são,  portanto,  resultado  das percepções,  dos  processos  cognitivos,  julgamentos  e  expectativas  de  cada indivíduo.  Embora  nem  todas  as  manifestações  psicológicas  sejam  evidentes, são    constantes,    e    afetam    nossa    conduta,    namaioria    das    vezes, inconscientemente. (FAGGIONATO, 2011).

Texto 4

Entre os 8 R’s da sustentabilidade, respeitar tem conceito amplo

Não basta deixar de atirar detritos pela janela ou deixar de jogar na rua o papel de bala para considerar que se respeita o meio ambiente. Entre os oito R’s que representam uma atitude realmente sustentável no planeta, Respeitar pode ser considerado por muitos como o de mais fácil compreensão.  Fonte: https://jornalzonasul.com.br/afinal-o-que-e-respeito-ao-meio-ambiente/

            A partir dos textos motivadores e de suas vivências, escreva um texto dissertativo sobre o tema:   A RELAÇÃO ENTRE O SER HUMANO E O MEIO  AMBIENTE.   

            Para desenvolver seu texto, você deverá usar como base argumentos pertinentes. Para isso, leve em consideração

-  a importância de o homem respeitar a natureza.

            Produza um texto, de caráter  dissertativo, defendendo seu ponto de vista.

            Lembre-se de que sua redação deverá ter entre 30 e 50 linhas.

 

 

 

 

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Tema 275: JUDICIALIZAÇÃO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

 

LEIA OS TEXTOS DE APOIO    

 

            Texto 1 - O que é judicialização em saúde?

            Quando um paciente, vamos imaginar uma paciente com câncer de mama, tem indicação para utilizar um tratamento específico, considerado o mais adequado para o seu tipo de tumor, e ele não está disponível no SUS, a única forma dessa paciente obtê-lo pode ser entrando na justiça contra o governo para reivindicar as doses necessárias, já que o acesso universal e igualitário à saúde é um direito garantido pela Constituição. Muitas vezes essa acaba sendo a única alternativa para que a paciente tenha acesso ao tratamento de que precisa. Esse processo se chama judicialização em saúde. A judicialização da saúde não resolve o problema de acesso aos tratamentos no SUS. Para o governo, essa também não é a alternativa ideal: a União ou o Estado gastam muito mais com a compra de medicamentos individuais para obedecer a decisões do Poder Judiciário do que se os medicamentos fossem adquiridos em quantidade, com valores negociados para todos que dele necessitam. Além disso, como não é possível prever o montante do orçamento que será destinado ao atendimento de ações judiciais, os gestores públicos enfrentam maiores desafios em manter um serviço de saúde funcional e eficiente para a população, já que alguns recursos precisam ser realocados. Os gastos do governo para cumprir determinações judiciais estão batendo recordes: estima-se que em 2016 o Governo Federal tenha gasto com medicamentos o montante de R$ 1,6 bilhão com pacientes que buscaram a judicialização. Esse número foi de R$ 800 milhões em 2014 e de R$ 1,2 bilhão em 2015. Todo ano, essa despesa bate novo recorde e esse valor equivale a 10% do montante que o governo investiu em 2015 na compra de medicamentos previstos na rede pública para atender toda a população brasileira. Fonte: https://www.femama.org.br/pacientesnocontrole/o-que-e-judicializacao-em-saude/

            Texto 2 - Com 74 mil processos, o Estado do RS é líder do ranking nacional de judicialização da saúde pública. Uma média de 1,9 mil novas ações todos os meses. Por trás desse número expressivo, existem redes mafiosas que promovem o uso irracional de medicamentos. “Nunca se tomou tanto medicamento desnecessário e em doses tão exageradas”, afirma o assessor técnico da Área de Saúde da Famurs, Leonildo Mariani, com base em dados da Organização Mundial da Saúde.

            As ações judiciais em saúde foram o tema do painel que debateu a relação entre as prefeituras e o Poder Judiciário, durante a realização do Seminário sobre Judicialização das Políticas Públicas. Promovido pela Famurs, o evento reuniu mais de 350 pessoas – entre prefeitos, secretários, procuradores e representantes municipais – no auditório do Ministério Público, em Porto Alegre, nesta terça e quarta-feira (dias 3 e 4 de setembro).

            De acordo com um estudo da Procuradoria Geral do Estado (PGE), 44% dos 128 mil atendimentos prestados pelo SUS no Rio Grande do Sul foram realizados por via judicial. Entre os efeitos negativos da judicialização da saúde está o aumento dos gastos públicos. Em Júlio de Castilhos, por exemplo, 300 ações representaram um custo de R$ 40 mil para a prefeitura. Com o mesmo valor, o município pode oferecer remédios para 14 mil pacientes através da Farmácia Popular.

            O alto índice de processos é resultado da ação de organizações criminosas, compostas por médicos, advogados, empresários e até pacientes. “Tem laboratórios que pressionam os pacientes a entrar na justiça para buscar um medicamento”, alerta o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Pedro Poli. Segundo o desembargador do Tribunal de Justiça, Rogério Legal, essas organizações constituem uma máfia da saúde pública. “Criam-se demandas artificiais de medicamentos por meio de ações judiciais para que determinadas pessoas repassem esses medicamentos para uma rede de distribuição de produtos fármacos no mercado negro”, resume. Fonte: https://famurs.com.br/area-tecnica/10/noticia/610

 

A partir do texto de apoio e de seus conhecimentos, escreve um texto dissertativo sobre o tema:  JUDICIALIZAÇÃO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE.   Para desenvolver seu texto, você deverá usar como base argumentos pertinentes. Para isso, leve em consideração

-  as necessidades de quem não pode arcar com um tratamento

- e  os gastos públicos elevados  para atender as ações judiciais.

            Produza um texto, de caráter  dissertativo, defendendo seu ponto de vista/argumentos. Lembre-se de que sua redação deverá ter entre 30 e 50 linhas.

 

terça-feira, 16 de novembro de 2021

Tema 274: A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA PARA O DESENVOLVIMENTO INFANTIL.

 

A     partir   da  leitura  dos   textos motivadores  e  com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija  um  texto dissertativo, em modalidade escrita formal da língua portuguesa, sobre este tema: A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA PARA O DESENVOLVIMENTO INFANTIL.   Lembre-se de apresentar  propostas de intervenção que respeitem os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. 

Texto 1 - A família tem um enorme papel na vida de uma criança, sendo ela sua primeira base e influência. O meio onde ela vive é importante para a construção de sua conduta. Ela é responsável por ensinar, educar e inserir a criança na sociedade, visto que seus costumes e modo de vida influenciarão a criança. Fonte: www.uniesp.edu.br

Texto 2 - A família é o primeiro espaço de convivência do ser humano. Referência fundamental para qualquer criança que, independente de sua configuração, aprende e incorpora valores éticos e onde são vivenciadas experiências afetivas, representações, juízos e expectativas.
Está diretamente ligada às atitudes comportamentais da criança, na maioria das vezes, à influência que os pais exercem sobre seus filhos, pois, não têm consciência de que seus comportamentos, sua maneira de ser e de falar, de tratar as pessoas, de enxergar o mundo, tem enorme influência sobre o desenvolvimento do seu filho.
A família é importante na medida em que possibilita a cada membro constituir-se como sujeito autônomo. É o lugar indispensável para a garantia da sobrevivência e da proteção integral dos filhos e demais membros, independentemente do arranjo familiar ou da forma como vêm se estruturando. Ela desempenha um papel decisivo na educação formal e informal. É também em seu interior que se constroem as marcas entre as gerações e são observados valores culturais. Fonte: www.gge.com.br

Texto 3 - Qual é o papel da família no desenvolvimento integral da criança?

Para o padrasto ou a madrasta construírem um bom relacionamento com seus enteados, eles devem possuir uma característica em comum: o afeto, o cuidado e o amor. O objetivo é realizar o sonho dessa criança de crescimento de uma sociedade justa e fraterna, dividir a responsabilidade e a alegria com o filho ou filha do outro, ser padrasto ou madrasta é um ato de amor imensurável.

Que sinais as crianças dão que indicam que estão sendo maltratadas pelos padrastos ou madrastas?

Ele pode negligenciado na negação do diálogo, não perceber o que ele está sentindo e lesões estranhas ou mal explicadas, queimaduras, lesões nos órgãos genitais ou em outras partes do corpo, acidentes domésticos frequentes, alterações de comportamento, furtos, timidez excessiva, dificuldade de relacionar-se com outras crianças, medo e a baixa no rendimento escolar. Fonte: Pastoral da Criança

A Importância da Família no Desenvolvimento Infantil – As Interações Por Parte da Mãe. Gestos simples são fatores essenciais para a criação dos laços emocionais do seu pequeno. Por exemplo: amamentar, dar atenção, manter contato visual, segurar as mãos, trocar as fraldas, ajudar a engatinhar/andar, ler para ele(a).

O Papel do Homem

Um grupo de pesquisadores da Imperial College London, da King’s College London e da Oxford University descobriu que as crianças começam a dar indícios de que são mais bem influenciadas pela interação e na presença da família, a partir dos três anos de idade. Porém, as influências já começam a ser sentidas por elas a partir dos três meses de vida. Quando o assunto é a presença paterna ou de uma figura masculina, que, por natureza, assumem um comportamento mais enérgico e estimulador, os pequenos se sentem encorajados a assumirem riscos e a explorarem o universo que os rodeia, o que acaba estimulando os desenvolvimentos motor e cognitivo. E se o adulto dedicar uma hora do dia para ler para a criança durante os primeiros meses de vida dela, principalmente, se interagir com sensibilidade, com calma e com menos ansiedade, ele poderá proporcionar pontos positivos para o desenvolvimento cognitivo, para a atenção, para a resolução de problemas, para a linguagem e para as habilidades sociais, por exemplo. Da mesma forma, praticar algum tipo de atividade física com seu filho pode favorecer o seu hábito de cuidados com o próprio corpo e a saúde. Porém esses fatores só terão um impacto maior se eles forem feitos de forma natural e por vontade própria dos adultos, isso porque as crianças são mais sensíveis e acabam sentindo quando algo é feito de maneira forçada ou quando não é de coração. Por isso, quando for doar o seu tempo para uma criança, se entregue por completo. Fonte: médica Paula Girotto

 



sábado, 6 de novembro de 2021

Tema 273: A ARQUITETURA HOSTIL PRESENTE NAS CIDADES BRASILEIRAS

    A     partir   da  leitura  dos   textos motivadores  e  com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija  um  texto dissertativo, em modalidade escrita formal da língua portuguesa, sobre este tema:  A ARQUITETURA HOSTIL  PRESENTE NAS CIDADES BRASILEIRAS.   Lembre-se de apresentar  propostas de intervenção que respeitem os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. 

Texto 1

Na terça-feira (2), o padre Julio Lancellotti quebrou a marretadas pedras instaladas pela prefeitura de São Paulo debaixo do viaduto Dom Luciano Mendes de Almeida. Os paralelepípedos visavam evitar a presença de pessoas em situação de rua no viaduto na avenida Salim Farah Maluf, na zona leste da capital paulista.


“É higienismo”, disse Lancellotti, coordenador da Pastoral do Povo de Rua da Arquidiocese de São Paulo, ao jornal Folha de S.Paulo, ao criticar a medida municipal e justificar a sua ação.


O prefeito Bruno Covas (PSDB) não se manifestou, mas a prefeitura alega que a decisão de instalar os paralelepípedos foi tomada de forma isolada por um funcionário, que já teria sido exonerado – não foi informada a identidade dele ou o departamento que integrava. Na terça (2), a prefeitura começou a retirar as pedras do local.


No Twitter, críticos se referiram à instalação como “arquitetura da exclusão” – entre eles, políticos como Guilherme Boulos (PSOL) e Jilmar Tatto (PT).


Exclusão arquitetural (“architectural exclusion”, em inglês) refere-se a como a estrutura de espaços urbanos pode discriminar e segregar certos indivíduos – frequentemente, pobres e negros, assinala a autora americana Sarah Schindler na revista The Yale Law Journal.


No documentário “Arquitetura da Exclusão” (2010), o diretor potiguar Daniel Lima aborda os muros, visíveis e invisíveis, nos centros urbanos – o filme foca no morro Santa Marta, primeira favela a ser cercada por muros construídos pelo estado do Rio de Janeiro.


Além de exclusão arquitetural, outras expressões buscam tratar do tema criticamente nas cidades, como “design desagradável”, “arquitetura antimendigo” e “arquitetura hostil”.


No livro “Unpleasant Design”, os autores Selena Savic e Gordon Savicic definem “design desagradável” como estruturas para impedir determinados comportamentos e usos do espaço público. No Brasil, há um longo histórico de iniciativas deste tipo, com instalação de pedras, pinos metálicos, grades, arames e outros materiais para impedir a presença de pessoas em situação de rua.


O que é arquitetura hostil

“Arquitetura hostil” se refere a estratégias de design urbano que utiliza elementos para restringir certos comportamentos nos espaços públicos, dificultar o acesso e a presença de pessoas, especialmente pessoas em situação de rua.


O termo (“hostile architecture”, em inglês) ficou famoso após a publicação de uma reportagem no diário britânico The Guardian, em junho de 2014.


Segundo o historiador especializado em arquitetura Iain Borden, citado pelo repórter Ben Quinn, a emergência deste estilo de arquitetura hostil data da década de 1990, nas gestões de um desenho urbano que sugere, segundo suas palavras, “que só somos cidadãos se estamos trabalhando ou consumindo bens diretamente”. Isto é, não trabalhar e não consumir quer dizer não poder estar presente como cidadão de uma cidade.


“Por isso é aceitável, por exemplo, ficar sentado, desde que você esteja num café ou num lugar previamente determinado onde podem acontecer certas atividades tranquilas, mas não ações como realizar performances musicais, protestar ou andar de skate”, disse Borden à época.


Eduardo Souza e Matheus Pereira, editores do site especializado em arquitetura e urbanismo ArchDaily, dão diversos exemplos de construções e objetos que podem “afastar ou excluir pessoas ‘indesejáveis’”: cercas elétricas, arames farpados, grades no perímetro de praças e gramados, bancos públicos com larguras inferiores ao recomendado pelas normas de ergonomia, bancos curvados ou ainda assumindo geometrias irregulares, lanças em muretas e guarda-corpos, traves metálicas em portas de comércios, pedras em áreas livres, gotejamento de água em intervalos estabelecidos sob marquises.  

Link para matéria: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2021/02/03/O-que-%C3%A9-arquitetura-hostil.-E-quais-suas-implica%C3%A7%C3%B5es-no-Brasil

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Tema 272: A IMPORTÂNCIA DOS MUSEUS PARA A PRESERVAÇÃO HISTÓRICA E CULTURAL DE UM LOCAL

A     partir   da  leitura  dos   textos motivadores  e  com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija  um  texto dissertativo, em modalidade escrita formal da língua portuguesa, sobre este tema:  A IMPORTÂNCIA DOS MUSEUS  PARA A PRESERVAÇÃO HISTÓRICA E CULTURAL  DE UM LOCAL

        Lembre-se de apresentar  propostas de intervenção que  respeitem os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. 

Texto 1
Preservar a história e a memória do ser humano sempre foi um grande desafio. Nesse contexto, os museus exercem um significado extremamente relevante. Muitos pensam que eles são apenas um caminho em direção ao passado, quando na verdade são muito mais que isso. É um lugar de conexão entre passado, presente e futuro, pois olhar o passado é conhecer o que foi feito para aprimorar mecanismos que podem influenciar o presente, para que novos conhecimentos e técnicas sejam disponibilizadas para a sustentabilidade das futuras gerações.

O termo museu teve sua origem na Grécia antiga, nas palavras gregas ‘Mousa’ e ‘Mouseion’, templo das nove musas, ligadas a diferentes ramos das artes e das ciências, filhas de Zeus e Mnemosine, divindade da memória, sendo locais sagrados, reservados à contemplação e aos estudos científicos. Esses locais foram considerados como o primeiro museu, no qual era constituído de bibliotecas, jardim, observatórios, sala de leitura, entre outros ambientes.

Os museus são importantes instrumentos de preservação da memória cultural de um povo, e responsáveis por seu patrimônio material ou imaterial. No início, sua finalidade era apenas de salvaguardar e não de disseminar as informações culturais.

Por muito tempo, eram locais restritos e elitizados, mantidos por pessoas com algum poder aquisitivo. Somente as pessoas que recebiam convites para exposições tinham acessos àquelas obras. Anos mais tarde se tornam no que conhecemos atualmente, ou seja, aberto ao público em geral, sem distinções, local livre, de caráter educativo, cuja missão é recuperar, preservar e disseminar a memória coletiva por meio de seus objetos.

Sabemos que cultura é um termo amplo e complexo, podendo ser definido a partir de diversos pontos de vista. Sob a análise antropológica, cultura é o conjunto de costumes, tradições, hábitos e manifestações de uma população, que constrói sua identidade e seu modo de vida e os transmite geração após geração.

O museu tem o papel de informar e educar por meio de exposições permanentes, atividades recreativas, multimídias, teatro, vídeo e laboratórios. É o espaço ideal para despertar a curiosidade, estimular a reflexão e o debate, promover a socialização e os princípios da cidadania, e colaborar para a sustentabilidade das transformações culturais.

Fonte: www.hojeemdia.com.br


Texto 2

O Museu, espaço de conexão entre ciência, cultura e sociedade, tendo como papel informar e educar por meio de exposições permanentes, atividades recreativas, multimídias, teatro, vídeo e laboratórios. Espaço de despertar a curiosidade, estimulando a reflexão e o debate, promovendo a cidadania, colaborando para a sustentabilidade das transformações culturais estando ao longo do tempo auxiliando para a formação cultural em nosso país, intensificando saberes inerentes as construções do desenvolvimento humano ao longo do traçado histórico.

Local de progresso do patrimônio cultural, de comunicação da sabedoria, preservação da memória, da trajetória histórica, de inovação, comprometendo-se a divulgar e preservar a diversidade. Tornando-se ponto de encontro, instrumento de socialização da consciência religioso, técnica, educacional, étnica, estrutural, etc. Disponibilizando capacidades de “ver o outro lado da moeda”, participando das transfigurações culturais. 

https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/educacao/museu-retrato-uma-sociedade.htm