terça-feira, 20 de julho de 2021

Tema 252: o panorama da impunidade no Brasil

    A partir dos textos de apoio e de suas leituras de mundo, escreva um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema O PANORAMA DA IMPUNIDADE NO BRASIL. 

Texto 1



Texto 2
A análise é de Agnes Callamard, relatora da ONU sobre Execuções Sumárias. "Por meio de manifestações públicas e persistência, as vítimas tampouco serão esquecidas, e nem os autores. Nem aqueles que puxaram o gatilho nem quem ordenou a execução", disse. "Assassinatos vão continuar sempre que não houver manifestações, onde não houver denúncia ou apelo popular pelo fim de assassinatos sem sentido", apontou a especialista que também acumula o cargo de diretora da iniciativa Liberdade de Expressão Global da Universidade de Columbia.

A relatora está reunindo ainda informações e detalhes para enviar uma carta cobrando uma resposta do governo brasileiro e, portanto, preferiu ainda não comentar a morte específica da vereadora Marielle Franco. Mas deixou claro que o problema de execuções sumárias no Brasil preocupa a comunidade internacional.

Segundo ela, em apenas um ano, ela já denunciou 160 execuções no Brasil em comunicados mantidos com o governo.

"Todos os membros do governo e de partidos políticos devem lidar com a luta contra a impunidade como uma questão de interesse nacional. Trata-se de uma questão de segurança nacional. A impunidade mina e ameaça a segurança da democracia e as instituições democráticas", alertou.   [...]

E qual o papel da sociedade?

A pressão pública e uma demanda por Justiça e contra a impunidade são elementos críticos em lutar contra a impunidade. Assassinatos vão continuar sempre que não houver manifestações, onde não houver denúncia ou apelo popular pelo fim de assassinatos sem sentido. Ainda que denunciar e fazer apelos públicos não sejam suficientes para colocarem fim a práticas ilegais, elas são cruciais. Elas mostram que essas mortes não ocorrem na indiferença, que elas tem um custo, inclusive um custo político. E que esses assassinatos não serão esquecidos. Por meio de manifestações públicas e persistência, as vítimas tampouco serão esquecidas, e nem os autores. Nem aqueles que puxaram o gatilho e nem quem ordenou a execução.
Fonte: jornal Estado de Minas

Texto 3

A impunidade é um fermento para as injustiças.


Texto 4
Ao escrever seu texto, lembre-se de apresentar seu ponto de vista e argumentos consistentes para defendê-lo. 
Redação na modalidade ENEM deve apresentar o problema e propostas de intervenção.

sábado, 10 de julho de 2021

Tema 251: A IMPORTÂNCIA DA REPRESENTATIVIDADE


Texto 1

Minoria é um termo relacionado  à ideia de inferioridade numérica.  Essa palavra também é usada para fazer referência a grupos historicamente oprimidos  social, econômica, política e/ou culturalmente. Nesses casos, a chamada “minoria” não necessariamente é inferior numericamente. É por isso que mulheres e negros são frequentemente enquadrados como minorias, apesar de serem 51,4% e 54% da população brasileira, respectivamente (maiorias numéricas). Nesse sentido, a “maioria” é composta pelos grupos que dominam e oprimem social, econômica, política e/ou culturalmente as minorias. Alguns exemplos mais gritantes: homens, brancos, cisgêneros, heterossexuais (lembrando que na grande salada das relações sociais, as opressões se cruzam, se intensificam ou são amenizadas.  Como “maiorias”, esses grupos dominantes são consequentemente entendidos como a norma, como o padrão de ser humano. 

Como os grupos dominantes são entendidos como “padrão de humanidade”, e como esses grupos também dominam os meios de comunicação, o que  mais vimos  na mídia e no entretenimento são homens, brancos, cisgêneros e heterossexuais. Apenas para se ter uma noção:

– no período entre 2015-2016, apenas 4% dos personagens recorrentes das produções seriadas dos EUA foram gays, lésbicas, bissexuais ou transgêneros.

– Apenas 28% dos personagens com falas nos 100 maiores filmes de 2014 foram mulheres – um decréscimo do período entre 2007-2012, que teve 30,8% de personagens femininas com falas. (Lembrando que 28,8% delas usaram roupas provocativas, e 26,2% ficaram parcialmente nuas).

Autoestima e Empoderamento

De acordo com um estudo de 2012, assistir televisão aumenta a autoestima de meninos brancos ao mesmo tempo que diminui a de meninos negros e de meninas brancas e negras. As pesquisadoras identificaram que tanto a ausência desses grupos nas telas, como os estereótipos negativos com os quais eles são frequentemente representados são os responsáveis por esse resultado. Garotos brancos não enfrentam esse tipo de problema, já que tendem a aparecer em posições de poder e prestígio, com namoradas/esposas maravilhosas e/ou até como super-heróis.

De acordo com Michael Brody, do Comitê de Mídia da Academia Americana de Psiquiatria Infantil e Adolescente: “Crianças são impressionáveis. Elas são impactadas quando não se veem representadas na televisão, e são impactadas quando o grupo de jovens que se parece com elas são representadas fazendo coisas erradas”. Se você quer uma prova maior, assista ao teste da boneca.

Quando eu tinha uns onze anos, fui assistir Star Wars: A Ameaça Fantasma no cinema. Foi o meu primeiro contato de verdade com a franquia e eu amei o filme na época (eu era criança, me deixem). Lembro de ter ficado muito empolgada principalmente na parte da corrida. Eu amava jogos de corrida e, nossa, como eu queria estar na pele do Anakin naquele filme. Durante um bom tempo eu fingi ser o Anakin nas minhas brincadeiras, assim como fingi ser outros protagonistas masculinos queridos ao longo da minha infância. No entanto, nunca fiz isso abertamente, porque mesmo pequena eu tinha uma noção muito forte de que estava me identificando com coisas que não foram feitas pra mim. E eu me sentia errada por isso. Esse Episódio Um de Star Wars me marcou muito porque foi a primeira vez que eu consegui identificar por que eu sentia esse misto de vergonha, ressentimento e inadequação. Eu era menina. E como menina, eu nunca poderia fazer o que o Anakin fazia. Simplesmente não havia precedentes pra isso. 

Acho que são experiências como essas que fazem com que muitas de nós acabemos por desenvolver uma espécie de “misoginia internalizada”. Milhares de pequenos “não podes” baseados em estereótipos de gênero que nos inferiorizam e objetificam vão se somando em nossas vidas até que desenvolvemos um profundo desprezo pelo gênero feminino e ressentimento pelo fato de termos nascido mulheres. O “ser mulher” se torna automaticamente algo ruim, pois significa, à primeira vista, uma existência incompleta e limitada. Aprendemos isso na vida real, e aprendemos isso no cinema e na televisão que, por meio de ausências e participações superficiais e estereotipadas, nos dizem que as experiências femininas não importam tanto quanto as masculinas. Hoje em dia, chego a me emocionar quando vejo filmes com personagens femininas que não são estereotipadas ou definidas tão exclusivamente pelo seu gênero (mães, namoradas, esposas de alguém). Mas é preciso notar que falo da minha própria experiência, de uma posição de privilégio como mulher branca, magra e heterossexual. Apesar de ainda ter pouca representatividade na mídia, ainda assim são mulheres como eu que eu vejo quando elas aparecem. Como eu disse lá em cima, o golpe na autoestima pela falta de representatividade varia dependendo dos grupos aos quais cada um pertence. Fonte: http://nodeoito.com/por-que-representatividade-importa/ 


TEXTO II


Fonte: http://mulheres-incriveis.blogspot.pt/2012/11/whoopi-goldberg.html 


PROPOSTA DE REDAÇÃO

    Com base nos textos de apoio e nas suas vivências, escreva um texto  dissertativo-argumentativo sobre o tema:  A IMPORTÂNCIA  DA REPRESENTATIVIDADE. 

    Para produzir seu texto, você poderá levar em consideração o quanto é importante se sentir representado; o que realmente queremos dizer quando buscamos representatividade em filmes, séries, novelas, quadrinhos, livros e todas as produções culturais que nós consumimos e fazemos parte; o quanto a representatividade influencia em nossa formação e nas nossas escolhas. Lembre-se também de levar em conta  a diversidade cultural brasileira. 

Tema 250: O SENSACIONALISMO E A ESPECULAÇÃO DE TRAGÉDIAS.

 Texto 1



Texto II

O povo é, desde os tempos mais remotos, deslumbrado por histórias em que há a constante luta entre o bem e o mal, por episódios em que o vilão sucumbe e o herói é vitorioso. Transpondo essas histórias para a atualidade, a mídia menciona o vilão como o criminoso, e a lei como o armamento à disposição do herói para, bravamente, derrotar o vilão. Assim, rádio, TV, outdoors, internet, jornais etc., por seus respectivos profissionais, têm a função de manter os cidadãos informados, que, por sua, vez, têm o direito à informação.

No entanto, a mídia vem abandonando sua função, pois se preocupa demasiadamente em obter maiores índices de audiência do que em, de fato, informar, de modo singelo e imparcial.

https://carolinewang94.jusbrasil.com.br/artigos/321502995/midia-sensacionalista-a-influencia-dos-veiculos-de-comunicacao-no-direito-penal, com ajustes

Texto III

Por que os brasileiros andamos com tanto medo ultimamente? (...) A insegurança no mundo moderno está cada vez mais ligada à ascensão da violência, que, por sua vez, promove a base e o fortalecimento de um imaginário do medo, que, por sua vez, desfigura e entorpece a realidade, agiganta e avoluma insignificâncias, e, ao final, produz fantasmas.

Sentimos tantos medos, e a maioria deles é infundado – provavelmente porque boa parte da mídia nos bombardeia com histórias sensacionalistas publicadas para aumentar os índices de audiência. Os estudiosos chamam essa tese de “teoria dos efeitos da mídia”. De fato, a cobertura jornalística sensacionalista tem efeitos marcantes no emocional dos leitores/ espectadores: “deu no jornal” tem a força de uma parábola evangélica. É o imaginário do medo.

Alguns telejornais sobrevivem com base em manchetes alarmistas; já existem até programas em que policiais fardados atuam como se fossem “atores”, com a câmera dentro da viatura, e os “suspeitos” são entrevistados como pessoas famosas. Para competir por índices de audiência, os programas de reportagens policialescas apresentam enredos que estarreceriam os melhores roteiristas de seriados de terror.

Estou convicto de que os produtores de programas policiais, geralmente, deixam que os relatos emotivos se sobressaiam à informação objetiva. Sabem que isso garante não só a audiência, como também os anúncios.

http://www.folhavitoria.com.br/economia/blogs/gestaoeresultados/2013/06/01/a-midia-e-o-medo-a-inseguranca-real-e-a-imaginaria/, com ajustes

Texto IV

A opção por uma prática jornalística centrada prioritariamente na (...) cobertura alarmante de casos de violência e escândalos (...) produz, quase sempre, avaliação crítica (...). Caracterizado como sensacionalista, o jornalismo daí proveniente é rapidamente identificado como de péssima qualidade, de mau gosto (...), em clara oposição não só à chamada imprensa de referência, com também aos pressupostos normativos do jornalismo. Para além de seu conteúdo, a prática da cobertura sensacionalista está fundada, em princípio, em outras bases: uma delas é a forma de expressão, que se utiliza de uma linguagem oralizada, carregada de exagero e com grande peso nas imagens, o que estimula o apelo e às sensações; outra é condição funcional – explica-se: esse tipo de jornalismo está inserido numa lógica empresarial, como um elemento importante de uma estratégia mercadológica que transforma a notícia num produto espetacular, barato, rápido e de fácil consumo (...). A organização jornalística, para atender objetivos econômicos, levaria o jornalista envolvido na produção sensacionalista a compreender que ele precisa descobrir os pormenores das histórias humanas, e extrair cargas apelativas capazes de chocar a audiência, o que, consequentemente, aumentaria a circulação do jornal.

http://www.ufrgs.br/alcar/encontros-nacionais-1/9o-encontro-2013/artigos/gt-historia-do-jornalismo/marcos-na-historia-do-jornalismo-sensacionalista-a-construcao-de-uma-estrategia-mercadologica-na-imprensa, com
ajustes

Texto V

Sensacionalismo é o nome que se dá para uma certa postura na comunicação em massa, em que os eventos e assuntos das histórias são exibidos de maneiras muito exageradas, para aumentar a audiência dos telespectadores ou dos leitores. Pode incluir notícias sobre assuntos insignificantes e eventos que não influenciam a sociedade em geral, além de envolver apresentações tendenciosas de temas populares de uma maneira trivial, em formas de tabloide. Algumas táticas conhecidas incluem abordagens insensíveis, apelações emotivas, criação de polêmicas, notícias com fatos intencionalmente omitidos. Basicamente, quaisquer formas de se obter forte atenção popular.

Toques do sensacionalismo já poderiam ser notados na Roma Antiga com sua Acta Diurna: que eram relatos e anúncios oficiais que eram produzidos e exibidos diariamente em murais públicos, que serviam para espalhar as notícias para as populações não alfabetizadas. O sensacionalismo também pode ser encontrado em livros do século XVI, no entanto, os historiadores afirmam que essa era apenas uma forma de ensinar lições de moral para as pessoas. O sensacionalismo surgiu como uma forma de trazer um novo nicho de audiência para as notícias. Esse método de jornalismo foi fortemente usado sobre as classes sociais inferiores, classes essas que tinham menos interesse em obter informações s sobre outros assuntos como política e economia. Assim, o público se sentia mais interessado nos jornais.   

PROPOSTA DE REDAÇÃO: a partir da leitura dos textos motivadores  e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema: O SENSACIONALISMO E A ESPECULAÇÃO DE TRAGÉDIAS.  Apresente proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Tema 249: A QUESTÃO INDÍGENA NO BRASIL

 

Com base em suas vivências e com a leitura dos textos de apoio, escreve um texto dissertativo-argumentativo, em prosa, sobre o tema: A QUESTÃO INDÍGENA NO BRASIL.

Para desenvolver seu texto, lembre-se de mencionar dados estatísticos e envolver  as áreas do conhecimento.

Brasil compreende um território no qual estão localizadas mais de trezentas etnias indígenas, com uma gama sociocultural singular. A questão da presença indígena vem sendo tratada de diversificadas maneiras ao longo das administrações governamentais desempenhadas pelos não indígenas durante estes cinco séculos.  Sabe-se que os indígenas foram fundamentais no processo de colonização, mas que também foram vistos como seres incivilizados que deveriam ser tutelados pelo Estado. Outro desdobramento a observar é que somente com a Constituição Federal de 1988 é reconhecida a presença desses povos e é  permitido legalmente direitos básicos de viver sob sua ótica cultural tradicional.

Segundo Almeida (2015), somente no ano de 1861, os assuntos indígenas passam a ser administrados por um gabinete ministerial: o Ministério da Agricultura e Obras Públicas, situação que não melhorou com a proclamação da República em fins do século XIX.

O governo lançou um decreto em 20 de novembro de 1889 que visava repassar a responsabilidade pelas questões indígenas da União para os estados, ou seja, as antigas províncias. Também criou o Ministério dos Negócios da Agricultura, Indústria e Comércio que tinha como um de seus objetivos, auxiliar as questões indígenas. Já em 1910, é criado o Serviço de Proteção aos Índios e Localização dos Trabalhadores Nacionais (SPILTN) que passou a cuidar das questões indígenas no Brasil (MARCON; MACIEL, 1994).

Os antigos aldeamentos indígenas do século XIX passam a se chamar de Postos Indígenas  ao mesmo tempo em que apresentam um processo de perdas territoriais a partir das décadas de 1930 e 1940 (BRINGMANN, 2015; LAROQUE, 2002). Na década de 1950, conforme Simonian (2009), percebe-se a intensificação por parte do SPI das políticas indigenistas de caráter desenvolvimentista e modernizante, sem levar em consideração as demandas indígenas.

Em 1973, entra em vigor a Lei 6001, a qual dispõe sobre o Estatuto do Índio, e representa um avanço do ponto de vista jurídico, sendo a primeira legislação especifica sobre estes povos. Entretanto, esta lei desconsidera as diferenças culturais dos indígenas, desmerecendo suas tradições e seu modo de viver.

Em 1988, entra em vigor a “Constituição Cidadã”, e surgem movimentos e reivindicações voltados à questão indígena, que passou a ser tratada de forma mais concisa, garantindo direitos referentes à saúde, educação e de direito à terra por parte dos povos indígenas. No artigo 231, tem-se

“São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens (BRASIL, 1988, Art. 231)”. Fonte: ambitojuridico.com.br

Os povos indígenas, que exploraram durante séculos os diversos biomas do planeta, têm muito a ensinar sobre uma relação harmoniosa entre o homem e a natureza. No Brasil, após mais de quatro séculos de expropriação, tortura e escorraçamento, esse povo alcançou o direito de habitar áreas demarcadas e protegidas por lei, por meio de revoltas indígenas no período colonial. Assim, hoje temos as chamadas Terras ou Reservas Indígenas.

Para o índio, a terra onde ele mora é mais do que simplesmente um meio de subsistência ou recurso natural. Ela, de fato, representa um recurso sociocultural, sendo necessária para o suporte da sua cultura e modo de vida. https://www.stoodi.com.br/blog/atualidades/questao-indigena/

Em 2010, o IBGE incluiu a língua e a localização desses povos. Nesse censo mais recente, O Brasil totalizou 896,9 mil pessoas indígenas, distribuídas em 305 etnias e 274 línguas, uma das maiores diversidades do mundo. São povos diferentes entre si em relação à cultura, crenças, hábitos e idiomas. 

Mais de 70% dessa população se concentra na região Norte, principalmente na Amazônia Legal. A maioria (63,8%) mora em área rural e 36,2% em área urbana. Atualmente são cerca de 700 terras indígenas oficialmente reconhecidas, 13,8% do território brasileiro, onde moram 57,7% dos indígenas. 

No atual governo, o assunto ainda é polêmica após algumas declarações negativas do presidente sobre a quantidade de terras indígenas demarcadas no Brasil e que elas poderiam inviabilizar o país.

Conflitos indígenas hoje

A demora no processo de demarcação de terras e as invasões nas terras já demarcadas geram conflitos com fazendeiros, grileiros e extrativistas ilegais, e até mortes indígenas.

O avanço do agronegócio, queimadas na Amazônia, desmatamento e inundações em decorrência da construção de barragens e hidrelétricas faz com que muitos indígenas percam seus territórios. Hoje, o Parque do Xingu, por exemplo, é considerada uma “ilha verde” em meio a plantações de soja.

Além disso, a população indígena também sofre com a pobreza, miséria, desnutrição, violência e aumento nos casos de alcoolismo e suicídio, principalmente entre jovens. Segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), os casos de suicídio entre indígenas brasileiros cresceram 20% entre 2016 e 2017. Fonte: querobolsa.com.br

Impulsionada pela falta de ações concretas do governo federal, a pandemia de Covid-19 segue avançando nos territórios indígenas brasileiros. No último sábado, 652 indígenas já haviam morrido em decorrência do coronavírus, segundo levantamento da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib). Além disso, a organização contabiliza mais de 23,4 mil casos confirmados da doença, com 148 povos afetados, um aumento de mais de dez vezes no número de casos nos últimos dois meses.

 

“Os vírus e doenças, lamentavelmente, sempre foram vetores de perdas muito grandes para os povos indígenas, como uma estratégia mesmo de colonização e domínio”, afirma a Adriana Ramos, assessora do Programa de Política e Direito Socioambiental do Instituto Socioambiental (ISA), em entrevista à Agência Pública. “A forma como esse governo, que tem a postura que tem em relação à questão indígena, lida com a pandemia entre essa população, deixa muitas dúvidas em relação a isso, se é omissão ou estratégia”, diz.

A contagem da Sesai estabelece um viés bastante restritivo se a gente considerar que no Brasil pelo menos 40% da população indígena vive nas cidades e que há cidades na Amazônia com concentração grande de populações às vezes de uma mesma etnia. A falta dessa informação cria um buraco na avaliação do impacto da Covid-19 sobre os povos indígenas. Fonte: apublica.org

 


quinta-feira, 20 de maio de 2021

Tema 248: EVASÃO ESCOLAR NO PERÍODO PANDÊMICO





Com base em suas vivências e com a leitura do texto de apoio, escreve um texto dissertativo-argumentativo, em prosa, sobre o tema: EVASÃO ESCOLAR NO PERÍODO PANDÊMICO.

Para desenvolver seu texto, lembre-se de mencionar dados estatísticos e envolver  as áreas do conhecimento.

Texto de apoio neste link: 

Pandemia aumenta evasão escolar

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Tema 246: CAMINHOS PARA COMBATER O RACISMO NO BRASIL



    A partir da leitura dos textos motivadores  e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo, em prosa, sobre o tema CAMINHOS PARA COMBATER O RACISMO NO BRASIL.


Texto 1


Texto 2



Texto 3




Lembre-se de identificar o problema e apresentar propostas de intervenção, respeitando os direitos humanos.