A partir da leitura dos textos motivadores e de seus conhecimentos de mundo, reflita e escreva um texto dissertativo-argumentativo no qual você discorra sobre o seguinte tema: DESAFIOS PARA PROMOVER A VALORIZAÇÃO DOS PROFESSORES



A partir da leitura dos textos motivadores e de seus conhecimentos de mundo, reflita e escreva um texto dissertativo-argumentativo no qual você discorra sobre o seguinte tema: DESAFIOS PARA PROMOVER A VALORIZAÇÃO DOS PROFESSORES



A
partir da leitura dos textos motivadores e de seus conhecimentos de
mundo, reflita e escreva um texto dissertativo-argumentativo no qual
você discorra sobre o seguinte tema: POR QUE O ABORTO DEVE OU NÃO DEVE SER
LEGALIZADO NO BRASIL?
TEXTO 1
O aborto é considerado crime no Brasil, exceto os
casos em que haja risco de vida para a gestante ou quando o feto foi gerado em
decorrência de um estupro. Nos Estados Unidos, o aborto é legalizado desde
1973. Na Inglaterra, ele é legal até a 24ª semana de gestação e, na França, é
permitido até as 12 semanas, por solicitação da mulher, e no segundo trimestre,
por razões médicas.
As Igrejas Católica e Evangélica condenam
qualquer prática abortiva, até mesmo de feto anencéfalo (sem cérebro, cerebelo e
tronco cerebral), pois consideram que a vida inicia assim que o embrião é
formado. A ciência diverge sobre este assunto, mas alguns cientistas defendem
que a vida surge após a 12ª semana de gestação, que é quando começa a formação
do sistema nervoso central.
Fonte: Brasil Escola https://vestibular.brasilescola.uol.com.br/banco-de-redacoes/tema-discutindo-a-legalizacao-do-aborto.htm
TEXTO
2
O
Senado argentino aprovou a legalização do aborto no território argentino até a
décima quarta semana de gestação. Até então, a Argentina tinha uma legislação
similar à brasileira e permitia a interrupção da gravidez apenas em casos de
estupro ou se houvesse riscos à saúde da mulher.
A
legalização do aborto no país vizinho foi uma das propostas eleitorais do atual
presidente Alberto Fernández, conquistado sob forte pressão das massas populares
que exigiram esse justo direito às mulheres. A atual legislação prevê a
interrupção da gravidez por tempo indeterminado à mulheres grávidas após abusos
sexuais e também àquelas em que a gravidez ocasione risco à vida.
Adolescentes menores de 13 anos poderão realizar o aborto se acompanhadas de um
dos pais ou responsável, já as meninas entre 13 e 16 anos poderão apresentar-se
sozinhas para o procedimento, precisando de autorização dos pais apenas se o
aborto representar risco à saúde. As maiores de 16 anos poderão decidir
sozinhas.
Na
Coreia do sul, por sua vez, a interrupção voluntária da gestação deixou de ser
aceita apenas em casos de estupro ou riscos à saúde da mulher e se estendeu a
qualquer mulher com uma gestação indesejada desde o dia primeiro deste ano. A
lei do país que criminalizava o aborto, esteve em vigor por 67 anos, foi
considerada ilegal de acordo com a constituição Sul Coreana e teve sua validade
expirada.
Porém,
como é de se esperar, nos países citados também há grupos conservadores que
tentam antagonizar e levar as conquistas das mulheres ao recuo. Grupos
conservadores pró-vida forçam emendas constitucionais que dificultem a
efetivação da legalidade do direito ao aborto, como por exemplo, proibi-lo após
6 ou 10 semanas de gestação e dar aos médicos o direito de se negarem a
realizar o procedimento. Neste sentido, é preciso manter a luta constante por
novos direitos e, sobretudo, pela manutenção dos já conquistados, uma vez que
os direitos reprodutivos femininos não se reduzem apenas ao aborto, mas
educação sexual, medicina preventiva, pré-natal, acesso facilitado a
ginecologistas e métodos contraceptivos, entre outros, e todos esses direitos
são alvos de ataque por grupos conservadores ao redor do mundo.
Em
toda a América Latina, além da Argentina, o aborto apenas é legalizado na
Guiana Francesa, na Guiana, no Uruguai, em Cuba e em Porto Rico. No Brasil, a
legislação vigente permite que o aborto legalizado seja realizado apenas em
casos de estupro, risco à saúde da mulher e anencefalia do feto.
Fonte:
https://www.causaoperaria.org.br/a-legalizacao-do-aborto-na-coreia-do-sul-e-na-argentina/
TEXTO 3
A dificuldade enfrentada por uma menina de 10 anos para realizar
um aborto em um hospital no Espírito Santo após ser vítima de estupro
repercutiu na Câmara dos Deputados. Até o mês de setembro deste ano, a Casa
recebeu 22 projetos de lei que tratam sobre aborto, um aumento de 83% em
relação às 12 proposições feitas no mesmo período de 2019.
A maioria dos projetos de lei foram apresentados por
parlamentares homens: 19 das 36 proposições nesses dois anos. Eles também
assinam outras duas propostas coletivas sobre o assunto. O campeão é o deputado
Capitão Augusto (PL-SP), com nove projetos desde 2017. Em um deles, ele pede
"reclusão de três a seis anos" a quem "provocar aborto em si
mesma ou consentir que outrem lho provoque". Atualmente, a pena é de um a
três anos de reclusão.
TEXTO 4
Só até junho, ao
menos 642 meninas de dez a catorze anos foram internadas no SUS para fazer um
aborto, seja por decisão médica ou legal ou por complicações na gravidez. É
quase a mesma quantidade de meninas dessa faixa etária internadas por asma,
também até junho. Em 2019, a cada dia foram internadas por aborto, em média,
cinco crianças de até catorze anos, segundo os dados do Ministério da Saúde.
Dez anos atrás, a média era o dobro disso. A maioria dessas crianças é preta,
parda e vive no Nordeste. Os números oficiais são subnotificados, já que não
levam em conta os abortos feitos ilegalmente. Ainda assim, permitem traçar um
quadro alarmante.
Em 2019, o SUS registrou cerca de 195 mil
internações por aborto (espontâneos e por decisão judicial ou médica). Foi
uma média de 535 por
dia. Os abortos por motivos previstos em lei são minoria. A cada 100 internações por
aborto, 99 foram
de abortos
espontâneos e tipos indeterminados de gravidez
interrompida. Só 1 foi aborto previsto em lei.
Fonte: https://piaui.folha.uol.com.br/os-abortos-diarios-do-brasil/
TEXTO 5
Ao escrever seu texto, lembre-se de identificar a
problemática que envolva o tema proposto e aponte propostas de intervenção para
esse problema. Para defender sua tese, seja claro e coerente, e use
argumentos consistentes com base em
dados e fatos.
A partir da leitura dos textos motivadores e de seus conhecimentos de mundo, reflita e escreva um texto dissertativo-argumentativo no qual você discorra sobre o seguinte tema: OS DESFIOS PARA ELEVAR A QUALIDADE DA ALFABETIZAÇÃO E COMBATER O ANALFABETISMO EM TODO O TERRITÓRIO BRASILEIRO.
Texto 1
A alfabetização consiste no aprendizado do alfabeto e de sua utilização como código de comunicação, e apropriação do sistema de escrita, e pressupõe a compreensão do princípio alfabético, indispensável ao domínio da leitura e escrita. Fonte: Wikipédia
Texto 2
Segundo o Inep (O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), 1/4 dos alunos do 2º ano tem dificuldades de escrita. Este é um resultado de avaliação aplicada pelo Inep a alunos de 8 anos que indica ainda que 17 Estados ficaram abaixo da média em Língua Portuguesa
Um em cada quatro alunos do 2º ano do ensino fundamental (8 anos) não sabe escrever uma palavra de três sílabas a partir de um ditado. Esse e outros dados fazem parte dos resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), divulgados em novembro/2020, pelo Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)
A avaliação de Português e Matemática,
feita de modo amostral com 5,6 milhões de estudantes, apontou que 27,5% estão
nos níveis 1, 2 e 3 de desempenho (em uma escala de 1 a 8) ou abaixo até do
nível mínimo. 17,8% dos alunos alcançaram o nível 4 - em que são capazes, por
exemplo, de escrever palavras trissílabas ou localizam informações explícitas
no final de um texto muito curto - e 55% estão nos níveis de 5 a 8 (de maior
desempenho em leitura e escrita).
Só 5% chegaram ao nível 8, o mais
avançado, em que o aluno é capaz de inferir informações em textos longos. Os
resultados foram divulgados por níveis de proficiência, mas não foram indicados
quais patamares são considerados adequados. A Base Nacional Comum Curricular
(BNCC) define que a alfabetização das crianças deverá ocorrer até o segundo ano
do ensino fundamental.
Já em Matemática, a conclusão
é de que metade está nos níveis de 1 a 4 (em uma escala de 1 a 8) ou abaixo até
do nível mínimo. Alunos com esse desempenho não são capazes, por exemplo, de
identificar, em um calendário de determinado mês, o dia da semana em que esse
mês se inicia.
Os dados evidenciam também
desigualdades em relação às zonas rurais e urbanas e às regiões do Brasil. Em
Língua Portuguesa, 10 Estados tiveram resultados acima da média nacional, de
750 pontos. Esses Estados são: Ceará, São Paulo, Espírito Santo, Rio de
Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Goiás. Os
demais ficaram abaixo da média.
Há uma diferença de 52,76
pontos na avaliação entre o Estado com a maior média em Português (Ceará) e o
Estado com a menor (Amapá). Centro-Oeste, Sudeste e Sul também predominam entre
os melhores desempenhos de Matemática no 2º ano do ensino fundamental.
Texto 3
Outros dados preocupantes são o do analfabetismo entre pessoas 15 anos ou mais, conforma aponta o gráfico abaixo.
A partir da leitura dos textos motivadores e de seus
conhecimentos, reflita e escreva um texto dissertativo-argumentativo
no qual você discorra sobre o seguinte tema: caminhos para combater o capacitismo no Brasil.
O capacitismo é o que o preconceito, a
discriminação e a opressão contra pessoas com qualquer tipo de deficiência. O termo vem do inglês ableism ou disablism, que faz referência à palavra deficiência em
inglês (disability). O capacitismo caracteriza as pessoas
com deficiência como inferiores, incapazes de estudar, trabalhar, se relacionar,
e fazer tantas coisas naturais às pessoas. O capacitismo pode atingir as pessoas com
deficiência de diversas maneiras. Ele vai desde uma agressão verbal ou
tratamento de piedade até uma arquitetura inacessível, por exemplo.
No acordo aprovado pela Convenção Internacional sobre os Direitos das
Pessoas com Deficiência, da Organização das Nações Unidas (ONU), promulgado pelo Brasil, a
discriminação por motivo de deficiência é definida como: “qualquer
diferenciação, exclusão ou restrição baseada em deficiência, com o propósito ou
efeito de impedir ou impossibilitar o reconhecimento, o desfrute ou o exercício,
em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, de todos os direitos
humanos e liberdades fundamentais nos âmbitos político, econômico, social,
cultural, civil ou qualquer outro.”.
Corponormatividade
O capacitismo
parte da ideia de que existe um padrão corporal perfeito, a chamada
corponormatividade. As pessoas dentro do padrão socialmente construído de corpo
ideal são consideradas “normais”. Já as pessoas com qualquer tipo de
deficiência, que fogem desse padrão, são vistas como “anormais” e exceções.
Nessa percepção, a deficiência é vista como uma falha ou algo ruim, que
pode ser corrigido ou superado.
Ao longo da história, diversos estereótipos
capacitistas foram dados às pessoas com deficiência, prejudicando-as, pois
contribuem com a manutenção do preconceito e da exclusão dessas pessoas. É
comum, por exemplo, que as pessoas com deficiência sejam taxadas como
doentes. Isso pode parecer inofensivo, porém já motivaram grandes barbaridades,
como o assassinato em massa e a esterilização de milhares pessoas com
deficiência durante o regime nazista. Outro estereótipo é o do coitado, quando o indivíduo é visto
com piedade e inferioridade e suas capacidades são subestimadas. As pessoas
são infantilizadas e tratadas com pureza e inocência.
Durante uma
palestra no TEDxSaoPaulo, a escritora Lau Patrón, madrinha da ONG
internacional Best Buddies e mãe de uma criança com deficiência, faz um
panorama histórico sobre a exclusão de pessoas com deficiência (assista o vídeo
na íntegra):
“Ao longo dos
séculos, as pessoas com deficiência se envolveram em narrativas de abandono e
rejeição. Primeiro, por não ter o mesmo ritmo quando éramos um povo nômade.
Depois, por não ter o corpo perfeito, belo e forte que os gregos conceituaram.
Em algum momento, as pessoas com deficiência passam a ser vistas como
aberrações, castigos de Deus. E depois, rotuladas como doentes e tratadas
assim, como até hoje. Então, vieram as guerras, e houve um número considerável
no aumento de pessoas com deficiência por violência, e a Revolução Industrial,
que colocou o valor do homem em o quanto ele consegue produzir em menos tempo.
Uma competição desleal, que, de novo, dá a pessoa com deficiência o olhar de
inválida”.
Em 2015, a luta pelos
direitos das pessoas com deficiência teve uma importante conquista: o Estatuto da Pessoa com Deficiência,
também conhecido como Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência.
Entre outras definições, a
lei considera crime a prática de discriminação em razão da deficiência. Entretanto, a legislação não basta para
combater o capacitismo e promover inclusão social. É preciso que haja mais representatividade da
população PcD, em todas as
áreas, e mais
debates sobre o tema na
sociedade.
O capacitismo está intimamente ligado à exclusão das pessoas
com deficiência nas instituições de ensino e no mercado de trabalho. Essa realidade mostra que a sociedade é excludente. No Ensino Superior, por exemplo, PcD ainda representam apenas 0,52% do
total de matriculados em cursos de graduação, de acordo com o Censo Superior da
Educação de 2018. Já no mercado de trabalho, o número de pessoas com
deficiência cai para 0,9%, segundo o IBGE.
Fonte: Giovana Murça
Lembre-se de identificar uma
problemática que envolva o tema proposto e aponte propostas de intervenção para
esse problema. Para defender sua tese, seja claro e coerente, e use
argumentos consistentes.
A
partir da leitura dos textos motivadores e de seus
conhecimentos, reflita e escreva um texto dissertativo-argumentativo
no qual você discorra sobre o seguinte tema: O PROTAGONISMO JUVENIL NO BRASIL DE HOJE.
Texto 1
Protagonismo
é o processo de protagonizar, de ser o protagonista, o figurante principal
de uma apresentação.
Deriva
do grego “protagonistes”, em que “protos” significa principal ou
primeiro, e “agonistes” significa lutador ou competidor.
Protagonismo
é um termo muito usado no teatro, no cinema, na novela etc. para se referir ao
personagem principal da encenação.
No
sentido figurado protagonista é a pessoa que desempenha ou ocupa o papel
principal numa obra literária ou num acontecimento. Ex: A qualidade dos
serviços é resultado do protagonismo dos trabalhadores e de suas incontáveis
estratégias para alcançar o sucesso.
Protagonismo
Juvenil
Protagonismo
Juvenil é uma prática educativa desenvolvida para os jovens, na qual ele é o
elemento central e participa de todas as fases do processo educativo, desde a
elaboração, execução e avaliação das ações propostas, com o objetivo de
estimular a participação social do jovem na comunidade. O Protagonismo Juvenil
foi criado pelo educador mineiro, Antônio Carlos Gomes da Costa, sendo que a
participação dos jovens, nas práticas educativas, extrapola o âmbito familiar e
escolar e busca espaço na igreja, nas associações, na sociedade, por meio de
campanhas e movimentos. Fonte: www.significados.com.br
Texto 2
Na
literatura, no cinema ou no teatro o protagonista é o personagem
considerado o centro das ações, e toda a estória se desenvolve baseada em
suas decisões e em seu modo de agir. O que acontece quando levamos esse
conceito para dentro da realidade escolar? Essa é a ideia do protagonismo
juvenil: colocar o estudante no centro do processo de ensino e aprendizagem,
de forma que ele utilize seus conhecimentos para agir e participar na
sociedade, ultrapassando inclusive os muros da escola.
O
protagonismo juvenil:
-Reforça
o compromisso das escolas com a formação integral dos estudantes.
-Promove
o engajamento dos estudantes com o conteúdo e a prática pedagógica.
-Desenvolve
a autonomia, a capacidade de tomar decisões e a responsabilidade dos jovens
alunos.
-Contribui
para o desenho do projeto de vida e na preparação do estudante para o futuro.
-Estimula
a participação dos jovens na esfera política, social, econômica e cultural.
Fonte:https://sae.digital/protagonismojuvenil/#:~:text=Na%20literatura%2C%20no%20cinema%20ou,em%20seu%20modo%20de%20agir.
Texto
3
A
escuta atenta e aberta da juventude ainda não é uma prática enraizada na maior
parte das instituições políticas e sociais. Da família à escola, das
igrejas ao Estado, das mídias convencionais aos organismos internacionais,
poucas delas são entusiastas da participação juvenil e a maioria dificulta o
acesso dos e das jovens aos espaços onde são tomadas decisões que lhes dizem
respeito. Quando mobilizada em frentes de participação social, cultural e
política, a juventude lança sua voz na vida pública, pressiona os poderes
instituídos, quer ser considerada, reivindica o seu direito à participação
democrática. Mas muitos jovens desconfiam ou desacreditam dos canais formais e,
frequentemente, preferem atuar fora deles.
http://forumdasjuventudes.org.br/participacao-social-e-politica-da-juventude/
Texto
4
Lembre-se de
identificar o problema e apresentar propostas de intervenção para amenizá-lo.
Texto 1
O uso dos
recursos e conhecimentos genéticos e dos conhecimentos tradicionais associados
tem ocorrido de forma injusta. Os países de origem dos recursos genéticos e as
comunidades indígenas e locais, detentoras de conhecimentos tradicionais
associados, sequer têm sido consultados pelos que se utilizam desses recursos
para obter ganhos econômicos com produtos comerciais, quanto mais recebido
qualquer tipo de benefício. Esta apropriação injusta, muitas vezes agravada
pelo uso das patentes, corresponde à biopirataria, e vem ocorrendo ao longo de
toda a história do Brasil. Fonte: Ministério do Meio Ambiente
Texto 2
A exploração
ilegal dos recursos naturais e do conhecimento tradicional gera grandes
prejuízos para um país, tanto econômicos quanto ambientais. No que diz respeito
à economia, o país é prejudicado porque a comercialização dos produtos gera
lucros que não são repartidos de forma justa para o país detentor do recurso e
para as comunidades tradicionais. A biopirataria também causa danos ao meio ambiente,
pois coloca em risco a biodiversidade de uma área. Ao explorar fortemente uma
espécie, sua população diminui e, consequentemente, elevam-se os riscos de
extinção. Fonte: Exato Educacional
Texto 3
A legislação brasileira é totalmente
desconectada com a necessidade de proteger toda a riqueza da Amazônia. Falta,
além da legislação, uma política de ocupação do território, de preservação
do ambiente e exploração sustentável. Por mais que essa riqueza seja
incalculável, a falta de políticas de Estado e a biopirataria na Amazônia
acarretam um prejuízo enorme para o País. As consequências da biopirataria são
mais sentidas no terreno econômico, uma vez que empresas de outros países não
só se valem do contrabando, mas patenteiam produtos nativos. Assim, o País
deixa de arrecadar verdadeira fortuna com royalties sobre a matéria-prima
nativa.
Por
ser uma região gigantesca e sem política de ocupação, a fiscalização é
insuficiente e as práticas ilegais são um problema crônico. O maior problema,
além da própria questão da segurança nacional, é o que o País perde deixando de
ocupar economicamente áreas riquíssimas, que poderiam levar desenvolvimento e
bem-estar às populações nacionais. Fonte: FragMaq
Os
povos indígenas, por exemplo, sofrem constantemente com a desregulamentação, pois muitas
empresas estrangeiras tentam monopolizar e comercializar o conhecimento que
eles adquiriram por gerações. Essa acaba por ser uma questão muito séria, que
não envolve só o financeiro, como também mexe com a identidade de um povo. Fonte:
Impacto Ambiental UNESP
A
biopirataria consiste na exploração, manipulação e apropriação ilegal de
espécies da fauna e da flora, de material genético e de conhecimentos das
populações tradicionais de uma nação para a exploração comercial em outra, sem
o devido pagamento de patente. O conceito surgiu em 1992, com a “Convenção
Sobre Diversidade Biológica”, apresentada na Eco92 e é a terceira atividade
clandestina que mais movimenta dinheiro, ficando atrás apenas do tráfico de
drogas e armas.
Fonte: https://www.estudopratico.com.br/biopirataria-o-que-e-como-age-no-brasil-e-o-combate/
A biopirataria no Brasil teve início na época do
descobrimento, quando ocorreu uma intensa exploração de pau-brasil, uma
espécie de porte médio da família das leguminosas. Essa espécie, que era usada
pelos indígenas para a fabricação de corantes, foi levada para a Europa pelos
portugueses. Iniciou-se aí a exploração da planta e a utilização do
conhecimento tradicional.
Fonte: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/biopirataria.htm
Por ano, o Brasil perde mais de 5 bilhões de dólares
com o tráfico de extratos de plantas nativas, madeira, animais silvestres,
entre outros recursos biológicos. O principal alvo da biopirataria é a Floresta
Amazônica, que concentra 70% da biodiversidade do planeta. Porém, há outros
ecossistemas brasileiros que estão na rota do tráfico internacional — como o
cerrado, caatinga, pantanal e até os manguezais remanescentes.
Além de surrupiar o patrimônio natural,
a biopirataria praticada no Brasil também se apropria de
conhecimentos acumulados por comunidades tradicionais, como a medicina da
floresta e práticas da cultura indígena. A exploração ilegal de recursos de
nossos biomas resulta em prejuízos como:
Fonte: https://pensamentoverde.com.br/meio-ambiente/conheca-consequencias-da-biopirataria-no-brasil-suas-solucoes-e-como-evitar/
Diante da necessidade de
isolamento social e a sobrecarga de atendimentos ocasionados pela crise de
saúde por conta da covid-19, a telessaúde (uso das tecnologias de informação e
comunicação na saúde) foi regulamentada e sancionada em meados de abril deste
ano no Brasil. Porém, as discussões em
torno da telemedicina são polêmicas e antigas. Um dos principais impedimentos
para a regulamentação, antes da pandemia, era a resistência de médicos e
pacientes quanto à eficácia dos atendimentos. https://guiadoestudante.abril.com.br/enem/enem-13-temas-de-redacao/
E você? Dê a sua opinião sobre este tema: A TELEMEDICINA NO BRASIL.
Os serviços de telemedicina no Brasil tiveram início na década de 1990, acompanhando uma tendência mundial
de atendimento médico e geração de laudos a distância. Além da implementação
das tecnologias, o mercado brasileiro adotou inicialmente normas de ética e
padrões de atendimento definidos por organizações internacionais. A partir de
2002, foram criadas normas e resoluções nacionais para guiar esse tipo de
trabalho. A mais recente foi publicada em fevereiro de 2019 e entra em
vigor em maio. Além de seguir as resoluções de ética médica, os prestadores de
serviços de saúde a distância também devem se adequar às portarias que regem a telemedicina.
A Lei 1.643 de 2002 do Conselho Federal de Medicina, que regulamenta os serviços de
telemedicina como modalidade médica no país estabelece no Artigo 1º que “os
serviços prestados através da Telemedicina deverão ter a infraestrutura
tecnológica apropriada, pertinente e obedecer as normas técnicas do CFM
pertinentes à guarda, manuseio, transmissão de dados, confidencialidade,
privacidade e garantia do sigilo profissional”.
O Artigo 7º define ainda o Conselho Federal de
Medicina como órgão fiscalizador da qualidade dos serviços prestados,
fornecendo maior credibilidade e segurança às unidades que adotam a modalidade
de atendimento.
Na mais recente resolução (nº 2.227/2018), lançada
em 7 de fevereiro no II Fórum de Telemedicina, a garantia de
confidencialidade nas informações trocadas entre médicos e pacientes é
reforçada. O documento destaca que a preservação do sigilo profissional deve
ser assegurada tanto na questão ética, em respeito as normas do Conselho
Federal de Medicina (CFM), quanto pela utilização de sistema de transmissão de
dados seguro. O programa utilizado precisa atender integralmente aos requisitos
do Nível de Garantia de Segurança 2 (NGS2) e o padrão do Instituto Nacional de
Tecnologia de Informação (ICP – Brasil)
O Artigo 1º da Resolução
nº 1718 de 2004, do Conselho Federal de Medicina, proíbe os
profissionais da área de ensinar procedimentos privativos a profissionais
não-médicos. Esses procedimentos se referem às atividades definidas pela Lei
nº12.842/2013, que inclui a emissão dos laudos de
exames. Na prática, significa que apenas médicos podem emitir o laudo à
distância.
A resolução 2.227/2018 do Conselho
Federal de Medicina reconhece o telediagnóstico. De acordo com o documento, por
meio de transmissão de gráficos, imagens e dados, os médicos podem emitir laudo
ou parecer sobre um paciente a distância. Para isso, precisam ter Registro de
Qualificação de Especialista (RQE) na área relacionada ao procedimento.
Assim como todos os médicos, os
profissionais de telemedicina no Brasil não devem prescrever tratamentos ou
outros procedimentos médicos sem realizar um exame com o paciente. É o que
define o Artigo 62
da Resolução nº 1.246 de 1988 do Conselho Federal de Medicina. No entanto,
a norma indica que em situações de emergência é possível realizar a prescrição
sem o exame médico. Nos serviços prestados pela Portal Telemedicina, porém
são gerados apenas os laudos a distância, sem a prescrição de tratamentos.
A Resolução nº 1.246 define ainda que os médicos
não devem fazer referências aos pacientes ou citar casos clínicos
identificáveis em veículos de comunicação de massa, assim como realizar
consultas e diagnósticos em programas de televisão ou de outras mídias. Os
profissionais também não devem dar acesso às informações, prontuários e exames
dos pacientes a pessoas não autorizadas.
https://portaltelemedicina.com.br/blog/portarias-e-normas-que-regem-a-telemedicina-no-brasil
A
promulgação de um complemento à Lei 13.989, de abril de 2020,
que regulamentou o uso da telemedicina no Brasil durante a pandemia da
covid-19.
O
novo trecho passou a integrar a lei com a derrubada do veto (VET 6/2020) do
Executivo pelos parlamentares, no último dia 12. Com isso, a regulamentação da
telemedicina poderá ser feita pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) após o
período de crise causada pelo novo coronavírus. Ao vetá-lo, o presidente Jair
Bolsonaro alegou que as atividades médicas por vias remotas deveriam ser reguladas
por lei após o fim da pandemia, mas os deputados e senadores não concordaram
com o argumento.
O
Congresso também derrubou o veto à validação de receitas médicas apresentadas
em suporte digital, desde que com assinatura eletrônica ou digitalizada do
médico que prescreveu.
A Lei 13.989, de 2020, teve origem no Projeto de Lei (PL) 696/2020, da deputada Adriana Ventura (Novo-SP), que define a telemedicina como “o exercício da medicina mediado por tecnologias para fins de assistência, pesquisa, prevenção de doenças e lesões e promoção de saúde”. Com a legislação, passou a ser permitido, durante a pandemia, o uso da tecnologia para o atendimento médico sem necessidade de proximidade física com o paciente. Fonte: Agência Senado