quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Tema 231: A ALIENAÇÃO PARENTAL E SEUS PREJUÍZOS

 

O que é alienação parental?


A alienação parental é um dos temas mais delicados tratados pelo direito de família, considerando os efeitos psicológicos e emocionais negativos que pode provocar nas relações entre pais e filhos. A prática caracteriza-se como toda interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente promovida ou induzida por um dos pais, pelos avós ou por qualquer adulto que tenha a criança ou o adolescente sob a sua autoridade, guarda ou vigilância. O objetivo da conduta, na maior parte dos casos, é prejudicar o vínculo da criança ou do adolescente com o genitor. A alienação parental fere, portanto, o direito fundamental da criança à convivência familiar saudável, sendo, ainda, um descumprimento dos deveres relacionados à autoridade dos pais ou decorrentes de tutela ou guarda.

 

interrogaçãoComo identificar a situação de alienação parental?


A observação de comportamentos, tanto dos pais, avós ou outros responsáveis, quanto dos filhos, pode indicar a ocorrência da prática. No caso das crianças e dos adolescentes submetidos à alienação parental, sinais de ansiedade, nervosismo, agressividade e depressão, entre outros, podem ser indicativos de que a situação está ocorrendo. No caso dos pais, avós ou outros responsáveis, a legislação aponta algumas condutas que caracterizam a alienação parental.

 

interrogaçãoQuais são as condutas que podem caracterizar a alienação parental?


Dentre as práticas capazes de configurar a alienação parental, a legislação prevê as seguintes:
  • Realizar campanha de desqualificação da conduta do genitor no exercício da paternidade ou maternidade;
  • Dificultar o exercício da autoridade parental;
  • Dificultar o contato da criança ou do adolescente com o genitor;
  • Dificultar o exercício do direito regulamentado à convivência familiar;
  • Omitir deliberadamente ao genitor informações pessoais relevantes sobre a criança ou o adolescente, inclusive escolares, médicas e alterações de endereço;
  • Apresentar falsa denúncia contra o genitor, contra familiares deste ou contra os avós, para obstar ou dificultar a convivência deles com a criança ou o adolescente;
  • Mudar o domicílio para local distante, sem justificativa, visando dificultar a convivência da criança ou do adolescente com o outro genitor, com familiares deste ou com os avós.
Casos de alienação parental são frequentes nas Varas de Família, principalmente em processos litigiosos de dissolução matrimonial, onde se discute a guarda dos filhos, o que ocasiona consequências emocionais, psicológicas e comportamentais negativas a todos os envolvidos.

 

interrogação
Quais são os prejuízos (psicológicos, afetivos etc.) para a criança?


Independentemente da relação que o casal estabeleça entre si após a dissolução do casamento ou da união estável, a criança tem o direito de manter preservado seu relacionamento com os pais. É importante, portanto, proteger a criança dos conflitos e desavenças do casal, impedindo que eventuais disputas afetem o vínculo entre pais e filhos. A figura dos pais geralmente é a principal referência de mundo e de sociedade para os filhos e, em muitas situações de alienação parental, provoca-se a deterioração dessa imagem, o que causa impactos não apenas na relação filial mas também na formação da criança em seus aspectos intelectual, cognitivo, social e emocional.

 

interrogação
Como a alienação parental deve ser coibida?


Tão logo seja identificada, a prática deve ser coibida e devem ser adotadas as medidas para a preservação da integridade psicológica da criança, sendo importante o acompanhamento psicológico de todos os envolvidos, podendo a questão ser tratada no âmbito judicial.

 

interrogaçãoSegundo a legislação, o que pode ser feito nestes casos?


Na ocorrência de indícios de ato de alienação parental em ações conduzidas pelas Varas de Família, é conferida prioridade na tramitação do processo, com a participação obrigatória do Ministério Público, sendo adotadas pelo juiz as medidas necessárias à preservação da integridade psicológica da criança ou do adolescente.

Neste sentido, o juiz determinará, com urgência, ouvido o Ministério Público, as medidas provisórias necessárias para a preservação da integridade psicológica da criança ou do adolescente, inclusive para assegurar sua convivência com o genitor prejudicado ou viabilizar a efetiva aproximação entre ambos, se for o caso. Se for verificado indício de ocorrência da prática, o juiz poderá determinar a elaboração de laudo da situação, feito a partir de perícia psicológica ou biopsicossocial.

Para a formulação do laudo de identificação de alienação parental, podem ser realizadas avaliação psicológica, entrevista pessoal com as partes, análise documental, histórico do relacionamento do casal e da separação, cronologia de incidentes, avaliação da personalidade dos envolvidos e exame da forma como a criança ou o adolescente se manifesta sobre eventual acusação contra o genitor.

A legislação prevê que seja assegurada aos filhos a garantia mínima de visitação assistida, exceto nos casos em que sejam identificados possíveis riscos à integridade física ou psicológica da criança ou do adolescente. Tanto os pais quanto os filhos são, ainda, encaminhados para acompanhamento psicológico realizado por profissionais especializados.

 

interrogaçãoQuais são as providências podem ser adotadas pelo juiz?


Conforme prevê o art. 6º da Lei 12.318/10, que trata do tema, uma vez caracterizados atos típicos de alienação parental ou qualquer conduta que dificulte a convivência da criança ou do adolescente com o genitor, o juiz poderá, cumulativamente ou não, sem prejuízo da decorrente responsabilidade civil ou criminal e segundo a gravidade do caso, adotar as seguintes medidas:
  • advertir o alienador;
  • ampliar o regime de convivência familiar em favor do genitor alienado;
  • estipular multa ao alienador;
  • determinar acompanhamento psicológico e/ou biopsicossocial;
  • determinar a alteração da guarda para guarda compartilhada ou sua inversão;
  • determinar a fixação cautelar do domicílio da criança ou adolescente;
  • declarar a suspensão da autoridade parental.
Por outro lado, se for caracterizada a mudança abusiva de endereço, inviabilização ou obstrução à convivência familiar (visitas), o juiz também poderá inverter a obrigação de levar para ou retirar a criança ou o adolescente da residência do genitor, por ocasião das alternâncias dos períodos de convivência familiar.

O objetivo consiste em preservar o direito fundamental da convivência familiar saudável, preservando-se o afeto devido nas relações entre filhos e genitores no seio do grupo familiar.
Fonte: http://mppr.mp.br/pagina-6665.html







Com base em suas vivências e nos textos acima, escreve um texto dissertativo-argumentativo, em prosa, entre 20 e 30 linhas sobre o tema:  A ALIENAÇÃO PARENTAL E SEUS PREJUÍZOS. Para produzir e embasar seu texto, busque argumentos consistentes e  lembre-se de apontar propostas de intervenção para o problema identificado.


terça-feira, 8 de setembro de 2020

Tema 230: Os perigos das Fake News na era da informação

 

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Os perigos das Fake News na era da informação”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO I

FAKE NEWS SÃO NOTÍCIAS FALSAS, MAS QUE APARENTAM SER VERDADEIRAS.

Não é uma piada, uma obra de ficção ou uma peça lúdica, mas sim uma mentira revestida de artifícios que lhe conferem aparência de verdade.

Fake news não é uma novidade na sociedade, mas a escala em que pode ser produzida e difundida é que a eleva em nova categoria, poluindo e colocando em xeque todas as demais notícias, afinal, como descobrir a falsidade de uma notícia?

No geral não é tão fácil descobrir uma notícia falsa, pois há a criação de um novo “mercado” com as empresas que produzem e disseminam Fake News constituindo verdadeiras indústrias que “caçam” cliques a qualquer custo, se utilizando de todos os recursos disponíveis para envolver inúmeras pessoas que sequer sabem que estão sendo utilizadas como peça chave dessa difusão.

Infelizmente é muito comum o uso das primeiras vítimas como uma espécie de elo para compor uma corrente difusora das Fake News. Assim, aquelas pessoas que de boa-fé acreditaram estar em contato com uma verdadeira notícia, passam – ainda que sem perceber – a colaborar com a disseminação e difusão dessas notícias falsas.

Mas não é impossível detectá-las e combatê-las, há técnicas e cuidados que colaboram para mudar este cenário, sendo a educação digital uma ferramenta para fortalecer ainda mais a liberdade de expressão e o uso democrático da internet. Fonte: Portal Mackenzie

TEXTO II

As notícias falsas divulgadas pela internet (fake news) foram tema da palestra do o professor Walter Capanema [...] O professor mostrou fotos manipuladas por aplicativos e imagens falsas, como uma rachadura na ponte Rio-Niterói. Capanema alertou que provocar alarme produzindo pânico está previsto no artigo 41 da lei das Contravenções Penais.

“Se a pessoa cria um perigo, manda uma mensagem que provoca alarme, ela pode ser conduzida ao juizado especial, possivelmente vai ser processada e pode responder pelo artigo 41 da Lei das Contravenções Penais”, alertou Walter Capanema.

Capanema destacou ainda que as fake news podem levar o autor a responder por questões de responsabilidade civil, calúnia, injúria, difamação e até incitação ao homicídio, como o caso que aconteceu em 2014, no Guarujá, no litoral paulista, com a dona de casa Fabiane Maria de Jesus, espancada até a morte por moradores da cidade, depois da divulgação de boatos de envolvimento em rituais de magia negra com crianças.

Fonte:tj-tj.jusbrasil.com.br

TEXTO III

PROJETO DE LEI Nº , DE 2017 (Do Sr. Luiz Carlos Hauly)

Dispõe sobre a tipificação criminal da divulgação ou compartilhamento de informação falsa ou incompleta na rede mundial de computadores e dá outras providências.

JUSTIFICATIVA

A rápida disseminação de informações pela internet tem sido um campo fértil para a proliferação de notícias falsas ou incompletas.

Atos desta natureza causam sérios prejuízos, muitas vezes irreparáveis, tanto para pessoas físicas ou jurídicas, as quais não têm garantido o direito de defesa sobre os fatos falsamente divulgados.

A presente medida tipifica penalmente o ato de divulgar ou compartilhar notícia falsa na rede mundial de computadores, de modo a combater esta prática nefasta.

Assim, contamos com o apoio dos nobres parlamentares à presente proposição.

Sala das Sessões, 1º de fevereiro de 2017.

DEPUTADO LUIZ CARLOS HAULY - Fonte: www.camara.gov.br/

TEXTO IV



Fonte: http://academiadojornalista.com.br

domingo, 30 de agosto de 2020

Tema 229: A EDUCAÇÃO DEVE SER TRATADA COMO PRIORIDADE

    A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo, na modalidade formal da língua portuguesa, sobre o tema A EDUCAÇÃO DEVE SER TRATADA COMO PRIORIDADE.


 Texto 1

    A educação promove  mudanças nos indivíduos. Por meio dela,  passamos a agir de modo diferente, ou seja, tomamos consciência do nosso papel enquanto cidadãos e agentes transformadores capazes de interferir na realidade,  e - em grande parte - responsáveis pelas nossas histórias de vida.

    Além disso, a educação dá discernimento às pessoas. Com isso, se  pressupõe  que elas sejam capazes de escolher o que é melhor para sim e para seus pares. 

    A educação é uma forma legítima de ascensão social, por isso é tão importante que seja tratada como prioridade e que receba atenção e incentivos para que se promova um ensino com qualidade. 

Texto 2



 Escreva um texto dissertativo-argumentativo, entre 08 e 30 linhas,  sobre o tema proposto.   Para defender seu ponto de vista, você deverá  apontar propostas de inversão para amenizar  a problemática encontrada, de forma que a sociedade  perceba a importância da educação.

Tema 228: A CULTURA DO CANCELAMENTO NA INTERNET




O boicote a pessoas que a cultura do cancelamento promove  vem se popularizando desde 2017.  A partir de seus conhecimentos e da leitura dos textos de apoio sugeridos no link, escreva um texto dissertativo-argumentativo, na modalidade formal da língua,  sobre o tema: CULTURA DO CANCELAMENTO NA INTERNET.


https://guiadoestudante.abril.com.br/redacao/tema-de-redacao-como-funciona-a-cultura-do-cancelamento/


Lembre-se: para defender seu ponto de vista, você deverá  apontar propostas de inversão para o problema identificado, respeitando os direitos humanos.


domingo, 23 de agosto de 2020

Tema 227: MAUS TRATOS CONTRA ANIMAIS

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativa, na modalidade formal da língua portuguesa, sobre o tema MAUS TRATOS CONTRA ANIMAIS.

Texto 1

O Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMVSP) divulgou dados de denúncias de maus-tratos contra animais , que tiveram aumento superior a 10% se comparados com a mesma data em 2019. No início do ano passado, os números eram de 4.108 denúncias. Agora, em 2020, este número é de 4.524 denúncias. 

Os agressores de animais, muitas vezes, não param por aí. É o que fala a Teoria do Elo, criada há mais de 50 anos nos Estados Unidos. Esta teoria diz que os autores de crueldade contra animais são potenciais agressores/abusadores de pessoas. 

A Teoria do Elo foi comprovada em um estudo de Tália Missen Tremori, médica veterinária da Comissão Técnica de Medicina Veterinária Legal (CTMVL) do CRMVSP. Segundo Tália, um terço das mulheres vítimas de violência doméstica confirmaram que seus pets já haviam sofrido maus-tratos por seus agressores.  Fonte:  Canal do Pet | 

Saiba como denunciar maus-tratos ou crueldade contra animais

Quando o assunto é denúncia de maus-tratos ou crueldade contra animais, o Brasil possui legislação pertinente e autoridades competentes que são responsáveis pela manutenção da lei e punição de crimes

Caso você presencie maus-tratos a animais de quaisquer espécies, sejam domésticos, domesticados, silvestres ou exóticos – como abandono, envenenamento, presos constantemente em correntes ou cordas muito curtas, manutenção em lugar anti-higiênico, mutilação, presos em espaço incompatível ao porte do animal ou em local sem iluminação e ventilação, utilização em shows que possam lhes causar lesão, pânico ou estresse, agressão física, exposição a esforço excessivo e animais debilitados (tração), rinhas, etc. –, vá à delegacia de polícia mais próxima para lavrar o Boletim de Ocorrência (BO), ou compareça à Promotoria de Justiça do Meio Ambiente.

A denúncia de maus-tratos é legitimada pelo Art. 32, da Lei Federal nº. 9.605, de 12.02.1998 (Lei de Crimes Ambientais) e pela Constituição Federal Brasileira, de 05 de outubro de 1988.

É possível denunciar também ao órgão público competente de seu município, para o setor que responde aos trabalhos de vigilância sanitária, zoonoses ou meio ambiente. Lembrando que cada município tem legislação diferente, portanto caso esta não contemple o tema maus tratos pode utilizar a Lei Estadual ou ainda recorrer a Lei Federal.

Lei de Crimes Ambientais

“Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:

Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.

§ 1º. Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.

§ 2º. “A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.”

 Texto 3


É preciso tomar cuidado!! Cuidado com os animaizinhos. Cuidado com a legislação. Cuidado com as instituições que estão atentas  e prontas para denunciar e/ou combater qualquer  tipo de violência contra animais. Escreva um texto dissertativo-argumentativo, entre 08 e 30 linhas,   sobre MAUS TRATOS CONTRA ANIMAIS.  Para defender seu ponto de vista, você deverá  apontar propostas de inversão para amenizar  esse problema, de forma que a sociedade  entenda que deve respeitar os animais.

 





quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Tema 226: educação financeira

A Educação Financeira não consiste somente em aprender a economizar, cortar gastos, poupar e acumular dinheiro. É muito mais que isso. É buscar uma melhor qualidade de vida tanto hoje quanto no futuro, proporcionando a segurança material necessária para aproveitar os prazeres da vida e ao mesmo tempo obter uma garantia para eventuais imprevistos. A famosa fábula da “Formiga e da Cigarra” exemplifica muito bem uma eterna questão que tentamos resolver diariamente: “Será melhor simplesmente aproveitar o dia de hoje ou nos preparar para o futuro”? Traduzindo isto em um exemplo prático, suponha que você esteja passeando em um shopping e passa por uma loja com aquela roupa fantástica que você sempre sonhou. Você não tem mais dinheiro para o mês. O que você faz? fonte: http://minhaseconomias.com.br/educacao-financeira

                     A partir dos textos de apoio e de suas vivências, escreva um texto dissertativo-argumentativo sobre este tema: Educação financeira: como nos prepararmos para o futuro? Lembre-se de apresentar propostas de intervenção para o problema encontrado.

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Tema 225: EVASÃO ESCOLAR: COMO REVERTER ESSA SITUAÇÃO?

Segundo o site  Wikipédia: "evasão escolar é o que ocorre quando um aluno deixa de frequentar a escola e fica caracterizado o abandono escolar, e historicamente é um dos tópicos que faz parte dos debates e análises sobre a educação pública.[1]
Vários fatores podem ocasionar a evasão escolar. Dentre eles, ensino mal aplicado por meio de metodologias inadequadas, professores mal-preparados, problemas sociais, descaso por parte do governo. O debate sobre a origem do problema varia conforme o ponto de vista dos debatedores. Pode partir tanto do papel da família quanto do Estado e da escola em relação à vida escolar da criança, ou também das elites dominantes, sejam elas econômicas, religiosas, ou da outra espécie.
De acordo com os educadores, o resultado do que a falta do ensino e de oportunidade fazem com alguns cidadãos pode ser visto pela pobreza e pelo aumento da violência, problemas que também estão relacionados à educação."
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Imagine a seguinte situação: aos 15 anos, Gabriel não vai continuar os estudos. Ele tem dificuldades de aprendizagem e não vê como as matérias ensinadas na escola vão ser úteis no seu dia a dia. Por incrível que pareça, essa é a realidade de milhares de crianças espalhadas pelo país.
A taxa de evasão escolar no Brasil é a terceira maior do mundo: em média, 24,1% dos alunos, como Gabriel, não concluem o Ensino Fundamental até os 16 anos. Em uma lista com os 100 países com melhor IDH no mundo, o resultado só não é pior que o da Bósnia e o das ilhas São Cristóvão e Névis, no Caribe.
Para se ter uma ideia da gravidade da situação brasileira, 40,8% dos jovens não concluem o Ensino Médio até os 19 anos - ou seja, quase metade dos jovens não concluem a Educação Básica na idade adequada. Os motivos são vários, englobando desde as dificuldades financeiras que obrigam o estudante a trabalhar, até a falta de interesse ou motivação pelo processo de aprendizagem.
Mesmo com esse cenário desfavorável, de difícil resolução, e que depende de medidas enérgicas do poder público, algumas atitudes de um bom gestor escolar podem ajudar a melhorar essa situação. No entanto, antes de conhecê-las, é preciso entender em maior detalhe os fatores que geram a evasão escolar e quais são as consequências que decorrem dessa prática. 

Fatores que geram a evasão escolar no Brasil

Conforme mencionado, as causas que levam à evasão escolar são numerosas e variadas. As razões mais frequentes abrangem a ausência de interesse pela escola, os transtornos ou dificuldades de aprendizagem, a necessidade de trabalhar, a falta de estímulo familiar, as questões de saúde, os problemas com o acesso ao estabelecimento de ensino, entre outras.
O primeiro motivo está diretamente ligado ao contexto educacional em que o aluno está inserido e existem diferentes razões associadas a ele. A ausência de interesse pela escola pode ser ocasionada por diversos fatores, entre os quais estão a proposta pedagógica da escola, o tipo de metodologia empregada pelos professores e a adoção de práticas que privilegiam o produto da aprendizagem, mas que pouco se ocupam do processo. Em geral, são posturas que não colocam o aluno como protagonista.
As dificuldades de aprendizagem também podem ser de natureza múltipla. A defasagem de competências e habilidades que já deveriam ter sido desenvolvidas em anos anteriores, a incompatibilidade entre o método de ensino docente e os nível de aprendizagem dos alunos, bem como a falta de investimento em tecnologias que facilitam o processo educacional são os principais fatores associados.
No que se refere a outras causas apontadas, como os transtornos de aprendizagem, a falta de estímulo familiar e os problemas com o acesso ao estabelecimento de ensino, embora não estejam diretamente ligadas à escola, podem receber a intervenção desta. Isso é possível por meio de ações mediadoras por parte da instituição com a finalidade de minimizar esses tipos de condições desfavoráveis.

As principais consequências da evasão escolar

A evasão escolar traz consequências tanto para o aluno que evade quanto para a instituição em que ele estava estudando. O estudante que deixa de estudar pode não ter mais motivação ou mesmo condições para voltar à sala de aula, o que leva ao despreparo profissional formal e tende a ocasionar maiores dificuldades de inserção no mercado de trabalho. Soma-se a isso a sua privação aos processos de letramentos acadêmicos oferecidos somente na escola e essenciais ao exercício da cidadania.
No caso da instituição de ensino, a evasão contribui negativamente para o cálculo das taxas de rendimento escolar, pois esses índices têm como base o somatório do número de estudantes aprovados, reprovados e evadidos em um dado ano letivo. Tais taxas são de suma importância para a escola, uma vez que são usadas para o cálculo do Ideb – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica –, fundamental para o monitoramento da qualidade da instituição.
A seguir são apresentadas algumas práticas que um bom gestor de ensino pode adotar com o objetivo de diminuir a evasão escolar na sua instituição. Tratam-se de atitudes benéficas não só para os alunos, que tenderão a dar continuidade em seus estudos, mas também para a escola, que fará jus à sua atividade-fim e melhorará os seus índices de fluxo.

Práticas que contribuem para a redução da evasão escolar

1. Acompanhar a frequência do aluno

O gestor escolar, por mais que seja um profissional ocupado com as várias questões que envolvem gerir uma escola, pode estar mais presente no dia a dia da sala de aula. Procurar conhecer os alunos de perto, acompanhar o desenvolvimento dos professores e conversar com os funcionários da escola são algumas das boas práticas que podem ser implementadas nesse sentido.
Para diminuir os números da evasão escolar, uma atitude simples, mas de grande importância, é acompanhar a frequência dos alunos. Se você perceber que um estudante passou a faltar demais ou que mudou seu comportamento de um ano para o outro, pode ser um sinal de que é preciso prestar mais atenção.  as coisas não estão indo bem em casa.
Converse tanto com o estudante quanto com sua família, procure entender os motivos das faltas e se esforce para buscar soluções que ajudarão a reverter a situação, para mantê-lo dentro da sala de aula. Em casos mais críticos, é válido manter a atenção redobrada.

2. Investir em tecnologia e na qualidade do ensino

Uma pesquisa feita em 2009 pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) apontou que 4 em cada 10 alunos que abandonaram a escola alegavam o desinteresse como principal razão para não voltar às carteiras. Segundo o levantamento, esses jovens não viam sentido nas matérias ensinadas e afirmavam que os conteúdos não os estimulavam a ponto de levar a escola a sério.
Uma saída para esse problema é adaptar o método de ensino à geração que está nas escolas hoje, explorando a tecnologia como aliada na sala de aula. Esses jovens cresceram com maior facilidade de acesso à internet, com perfil de participação e interação nas redes também maiores. Portanto, aulas que são, na verdade, grandes monólogos, não os atraem. Propor novas práticas pedagógicas e investir em algumas ferramentas tecnológicas que apoiam o processo de ensino-aprendizagem podem ajudar a reduzir a evasão escolar.

3. Buscar ajuda

Ainda de acordo com a pesquisa feita pela FGV, 27,1% dos alunos também abandonam a escola por ter que se dedicar ao trabalho. Outros 21,7% alegaram outros motivos — como gravidez, problemas de saúde na família, de transporte, etc. Ou seja, levando esses casos em consideração, nem sempre a escola é capaz de resolver o problema daquele estudante.
Nessa hora, é importante contar com uma rede de apoio sólida. O que acontece dentro dos muros de uma escola é problema de toda a comunidade escolar. Em algumas situações, como a necessidade de abandonar o estudo para ajudar na complementação de renda da família, por exemplo, é importante acionar a assistência social da prefeitura de seu município. É ela quem vai entrar em contato com a família e sugerir o ingresso dessas pessoas em políticas públicas específicas.
Ou seja, estar mais presente no dia a dia dos alunos, dos professores e também dos familiares pode ajudar a diminuir a evasão. Fonte <https://www.somospar.com.br/evasao-escolar-no-brasil/>
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Fonte: IstoÉ- abril/2018

Com base nos textos de apoio e em suas vivências, escreve um texto dissertativo-argumentativo, entre 20 e 30 linhas, sobre o tema: EVASÃO ESCOLAR: COMO REVERTER ESSA SITUAÇÃO? 
Lembre-se de apresentar propostas de intervenção para a problemática abordada.